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Audiência Pública quer informação da Copel sobre quedas de energia no Paraná

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Uma audiência pública vai tratar das constantes quedas de energia nos municípios paranaenses, que estão provocando apagões no fornecimento para os consumidores. O encontro está marcado para o próximo dia 18 de março, no plenarinho da Assembleia Legislativa. A iniciativa é dos deputados estaduais Luciana Rafagnin (PT) e Arilson Chiorato (PT).

O objetivo é buscar uma solução para constantes interrupções do fornecimento de energia no Estado, que aumentou significativamente depois da venda da Copel, causando transtornos e prejuízos econômicos tanto para a população quanto para o setor comercial e agrícola.

“Após a privatização da Copel, concluída em 2023, houve uma deterioração na qualidade do fornecimento de energia. Consumidores residenciais, comerciantes e agricultores estão tendo sérios prejuízos”, alerta Luciana.

Para o deputado Arilson, o encontro dará uma amostra da qualidade da prestação de serviço pela Copel, agora privatizada. “Na semana passada, lancei o Apagômetro depois de tanto receber reclamações de moradores de diversas cidades. Os números de reclamações, a cada dia, só aumentam, mostrando a precarização dos serviços de uma empresa que já foi considerada uma das melhores do setor”, afirma.

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Os prejuízos já foram apontados pela Federação da Agricultura do Estado do Paraná (FAEP), que formalizou reclamações recebidas de 54 sindicatos rurais. Segundo os sindicatos, o setor tem sofrido com uma série de problemas gerados pela má qualidade no fornecimento de energia elétrica no meio rural.

Para o setor empresarial, a preocupação é significativa, empresas que dependem de equipamentos eletrônicos, como as do ramo de tecnologia da informação, saúde e indústrias alimentícias, são as mais prejudicadas. Isso pode resultar em danos irreparáveis a produtos perecíveis, medicamentos sensíveis à temperatura e equipamentos de processamento essenciais, acarretando perdas econômicas consideráveis e impactando negativamente as empresas locais.

A falta de energia, como temos visto, prejudica a todos. Na região de Cascavel, por exemplo, produtores de leite e donos de granjas desistiram de continuar em suas atividades diante dos prejuízos recorrentes causados por falta de luz e oscilações da rede elétrica.

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Os produtores de leite do município de Candói relatam que, no início de fevereiro deste ano, enfrentaram 10 picos de energia em um único dia, o que resultou na perda de mais de dois mil litros de leite e danos em maquinários.

Somente em 2023, a Copel recebeu vinte e oito mil pedidos de ressarcimento por aparelhos e equipamentos danificados em decorrência de problemas na rede de energia. Desse total, apenas sete mil foram indenizados, o que representa somente 25% dos equipamentos danificados, deixando um rastro de prejuízos para agricultores, comerciantes e residências.

Uma análise dos dados da ANEEL revela que, após a privatização, 66% das reclamações dos consumidores em 2023 ocorreram em decorrência dos apagões. Além disso, as multas aplicadas à Copel pela ANEEL aumentaram significativamente. Em 2023, o valor saltou para R$ 503 mil, refletindo a insatisfação crescente dos consumidores em comparação com a média anual de R$ 69 mil entre 2011 e 2018.

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