O caso envolvendo fraudes praticadas por uma ex-funcionária da concessionária Kaito Motos, em Ivaiporã, ganhou um novo desdobramento. A Justiça concedeu uma decisão liminar favorável a um cliente de Jardim Alegre que adquiriu duas motocicletas no estabelecimento.
O comprador, representado pelo advogado Rafael Frizon, efetuou os pagamentos diretamente à vendedora. No entanto, foi surpreendido posteriormente com a notificação de inadimplência por parte da loja. O esquema, que já resultou na prisão da suspeita e é investigado pela Polícia Civil, reúne mais de 40 vítimas e um prejuízo estimado em R$ 500 mil.
Na decisão, o juiz responsável pelo caso reconheceu que o cliente agiu de boa-fé ao repassar os valores à funcionária, que possuía vínculo empregatício de longa data e representava a concessionária. O magistrado aplicou o entendimento de que a empresa responde pelos atos de seus funcionários, uma vez que o consumidor não tinha meios de identificar a irregularidade.
Com a liminar expedida, a Kaito Motos fica proibida de tomar medidas contra o comprador referentes às parcelas já pagas, o que inclui rescindir o contrato, retomar o veículo que já foi entregue, aplicar multas ou incluir o nome do cliente em órgãos de proteção ao crédito. Uma multa diária foi fixada em caso de descumprimento da determinação.
A Polícia Civil segue investigando o caso. A Kaito Motos declarou que não compactua com irregularidades, confirmou o desligamento da funcionária e afirma também ser vítima da situação. Já a ex-funcionária nega as acusações e diz que provará sua inocência na Justiça.


