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Psicologia da Fatec Ivaiporã conclui grupo reflexivo e fortalece apoio a mulheres vítimas de violência

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Após encontros, escuta e troca de experiências, o Projeto Reflexivo para Mulheres Vítimas de Violência foi concluído no Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas) de Ivaiporã. Desenvolvido pelo curso de Psicologia da Fatec Ivaiporã em parceria com a Secretaria Municipal de Assistência Social, Conselho da Comunidade da Comarca de Ivaiporã, Procuradoria da Mulher, Polícia Militar, Polícia Civil e a Subseção da OAB, os encontros uniram mulheres que enfrentaram situações de violência física ou psicológica.

Entre abril e junho, foram abordados temas relacionados à autoestima, autovalorização, autocuidado, reconhecimento dos diferentes tipos de violência e fortalecimento emocional.

A coordenadora do curso de Psicologia da Fatec Ivaiporã, Vanessa Gonçalves, disse que os resultados apareceram à medida que as participantes passaram a confiar no grupo e compartilhar experiências. “Não fazemos nada sozinhos. Trabalhamos com profissionais capacitados, que acompanharam os acadêmicos e garantiram que as atividades fossem desenvolvidas com responsabilidade, cuidado e a empatia que as mulheres precisam”, observou Vanessa Gonçalves.

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Valeu a pena

Polyana Ribeiro, que cursa o 5º ano de Psicologia, explicou que a proposta previa 10 encontros. Mas o cronograma foi adaptado para 8 reuniões. “Atendemos aproximadamente 15 mulheres entre abril e junho. Muitas chegaram abatidas, tristes e sem espaço para conversar sobre o que viviam. Depois, perceberam que a parceria valeu muito a pena”, contou.

A secretária municipal de Assistência Social, Silvana Pessutti, defendeu que ações preventivas ajudam a romper ciclos muitas vezes naturalizados. “É importante que a mulher identifique a violência, porque nem sempre deixa marcas visíveis. Normalmente é psicológica, moral, patrimonial ou sexual. Por isso, é fundamental que as mulheres entendam que não precisam aceitar situações que causam sofrimento ou medo”, aconselhou Silvana Pessutti.

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Aos 38 anos, Maria (nome fictício) compartilhou a experiência após participar do grupo. “No 1º encontro cheguei chorando. Estava muito abalada. Aos poucos fui ouvindo as histórias das outras mulheres e percebi que não estava sozinha. Fomos nos ajudando. Foi algo maravilhoso e gratificante”, declarou Maria.

O Projeto Reflexivo para Mulheres Vítimas de Violência poderá ter continuidade – conforme a demanda identificada pela rede de proteção às mulheres do município.