O FBI e procuradores federais dos Estados Unidos estão investigando intensamente as transações financeiras da Federação Argentina de Futebol (AFA). A apuração mira movimentações que superam US$ 300 milhões (cerca de R$ 1,55 bilhão) no sistema financeiro americano, em meio à avanço da seleção do país para as quartas de final da Copa do Mundo.
De acordo com o jornal La Nación, agentes do Departamento de Justiça dos EUA já colheram depoimentos para verificar se as operações configuram crimes de lavagem de dinheiro ou fraude bancária. O foco principal das autoridades está na gestão de Claudio Tapia, presidente da AFA, e na relação da entidade com a empresa TourProdEnter LLC.
A companhia sob investigação atuava como agente de cobrança dos contratos internacionais da federação com grandes multinacionais. Entre os acordos suspeitos de canalizar as centenas de milhões de dólares estão um contrato de US$ 60 milhões com a Adidas e outro de US$ 40 milhões com a Warner.
As investigações começaram a ganhar corpo ainda em 2025 e são lideradas por procuradores de Washington e da Flórida especializados em integridade bancária e crimes financeiros complexos. Até o momento, a direção da AFA não se manifestou publicamente sobre o caso.

