Cerrado: estiagem no plantio faz soja apresentar alta variação nos estádios de desenvolvimento, mas expectativas de colheita são boas

Em mais uma reportagem da série sobre o andamento as safras soja nas áreas de atuação da Cocari, trazemos o cenário das lavouras no Cerrado. Nesta região, a estiagem no início do ciclo faz com que as lavouras apresentem diferenças significativas nos estádios de desenvolvimento das plantas. Mas as condições climáticas melhoraram nos últimos meses, levando a boas expectativas de colheita.

O supervisor do Departamento Técnico (Detec) da Cocari em Goiás, Thiago Guerra, informa que a falta de chuvas acarretou atraso nos plantios da soja. “Os plantios da soja ocorreram com mais intensidade entre 15 de novembro e 20 de dezembro, um atraso grande no planejamento dos produtores. Não conseguimos realizar os plantios mesmo em áreas irrigadas porque não tínhamos água disponível para irrigação”, informa. Em algumas lavouras, foram necessários replantios.

Segundo ele, isso fez com que a região apresentasse uma variação de estádio fenológico muito grande. “Temos áreas em que se iniciou a colheita e outras onde a cultura encontra-se em estádio vegetativo (V3) ainda, por conta da variação climática de cada região. As áreas que já iniciaram colheita estão com médias de produtividade de 67 sacas por hectare, como é o caso de áreas irrigadas na região de Silvania. Nas áreas que estão em desenvolvimento vegetativo e reprodutivo, observamos boas condições climáticas e uma excelente sanidade foliar”, detalha.

As expectativas são boas para o período mais agudo de colheita. “Acreditamos que, permanecendo as boas condições climáticas e os manejos fitossanitários feitos de acordo com a recomendação do quadro técnico, teremos uma safra com boas produtividades”, pondera Guerra.

Minas Gerais

O supervisor do Detec para Minas Gerais, Daniel Lemes, afirma que, no estado mineiro, a situação é semelhante. Segundo ele, não se via um cenário como o atual há muito tempo na região.

“Plantios que foram assertivos, feitos no momento certo, estão em fase vegetativa ou reprodutiva, que vão de V2 até R3, mas com muitas áreas replantadas. Já nas áreas ainda em germinação, não estamos encontrando os resultados desejados, com stand de plantas comprometido”, ressalta.

Com relação às doenças, o supervisor do Detec faz um alerta. “Com as últimas chuvas, detectamos alto índice de mofo branco, cercospora e antracnose. Também estamos atentos ao tempo quente e úmido que tem sido registrado na região, já que ele é propicio para a Ferrugem Asiática”, observa.

Redação Cocari

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