O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central reduziu a taxa básica de juros, a Selic, de 14% para 13,75% ao ano nesta quarta-feira (16). A decisão, embora represente a quinta queda consecutiva, foi classificada como “tímida” e insuficiente por representantes da indústria e de centrais sindicais.
A Confederação Nacional da Indústria (CNI) apontou um excesso de prudência por parte do BC, argumentando que a trajetória de desaceleração da inflação e a melhora nas expectativas de mercado justificariam cortes mais agressivos. Segundo a entidade, o patamar atual ainda impõe um custo restritivo desnecessário à economia.
Centrais como a CUT e a Força Sindical reforçaram a crítica, destacando que os juros elevados dificultam o acesso ao crédito, desestimulam investimentos e prejudicam a geração de empregos. Para a Força Sindical, a manutenção da taxa em níveis proibitivos compromete o crescimento econômico e a distribuição de renda.
A Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) também avaliou que, apesar do movimento positivo, o nível da Selic permanece um desafio para o setor. A entidade ressaltou que a dependência de crédito e o longo ciclo produtivo da construção civil exigem uma continuidade sustentável na redução dos juros para permitir a retomada dos investimentos.
Fonte: Agência Brasil



