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Ex-ministros do STF cobram apuração rigorosa em crise institucional

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Um grupo de 13 ex-integrantes do Supremo Tribunal Federal (STF) enviou uma carta formal ao atual presidente da Corte, ministro Edson Fachin, exigindo uma investigação rigorosa sobre denúncias que atingem membros do tribunal. Os magistrados descrevem o atual momento como a “mais aguda crise” da história da Suprema Corte.

Diante do cenário, os signatários solicitam a convocação urgente de uma sessão pública no Plenário para debater os fatos recentes. A intenção é que o colegiado determine a apuração imediata dos episódios, garantindo o devido processo legal e a preservação da autoridade do Judiciário.

Embora o documento não mencione nomes ou casos específicos, os ex-ministros alertam para a gravidade dos acontecimentos. Segundo o grupo, as suspeitas atuais têm o potencial de abalar a confiança da população na Justiça e colocar em risco a estabilidade das instituições democráticas brasileiras.

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A carta é assinada por um grupo de juristas de peso, incluindo Ayres Britto, Carlos Velloso, Celso de Mello, Cezar Peluso, Ellen Gracie, Eros Grau, Francisco Rezek, Ilmar Galvão, Joaquim Barbosa, Nelson Jobim, Néri da Silveira, Rosa Weber e Sydney Sanches.

Paralelamente ao manifesto coletivo, o ex-ministro Celso de Mello, que presidiu a Corte no final da década de 90, reforçou a necessidade de transparência. Em nota enviada à imprensa, o decano aposentado enfatizou que o dever dos magistrados é impedir que suspeitas éticas manchem a imagem do tribunal.

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Para Mello, nenhuma autoridade pode utilizar a dignidade do cargo para se eximir de prestar esclarecimentos à sociedade. Ele defendeu que condutas ilícitas ou eticamente censuráveis devem ser combatidas prontamente para evitar danos duradouros à credibilidade do órgão.

“Quem compromete a própria integridade fere também a confiança depositada na instituição”, declarou o ex-ministro. Ele encerrou a manifestação reforçando que o STF, como instituição, é superior a qualquer um de seus ministros individualmente.

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