Caminhoneiros e produtores rurais de Faxinal e região estão em pé de guerra com a concessionária Motiva. O motivo é uma série de reclamações sobre cobranças de tarifas que, segundo os usuários, não respeitam a regra de eixos suspensos em veículos vazios.
A situação, que seria recorrente há meses, atinge trabalhadores que utilizam as rodovias diariamente, principalmente para o escoamento de grãos. O relato é de que a tarifa vem sendo calculada com base no número total de eixos do veículo, ignorando o fato de que parte deles trafega erguida.
Luciano Zanetti, proprietário de um armazém e produtor rural, aponta que o problema é evidente na praça de pedágio de Mauá da Serra. Ele relata que caminhões de nove eixos, ao passarem pelo local com apenas cinco eixos em contato com o solo, estariam sendo tarifados pelo valor total da composição.
Zanetti ressalta que a prática destoa da realidade encontrada em outras rodovias, onde os eixos suspensos são devidamente descontados da tarifa. O produtor busca esclarecimentos para que a cobrança seja ajustada às normas vigentes.
O transtorno, contudo, não se limita aos caminhões pesados. Motoristas de veículos leves equipados com engate afirmam estar sendo taxados como se estivessem rebocando carretinhas, mesmo quando trafegam sem qualquer acessório acoplado.
Para complicar o cenário, os usuários denunciam a falta de eficiência nos canais de atendimento da concessionária. Segundo eles, tentativas anteriores de contestar os valores não tiveram êxito, gerando frustração e prejuízo financeiro constante.
A jovem filha de um produtor rural, que acompanha o caso de perto, reforça que a mobilização tem como objetivo dar visibilidade coletiva ao problema. Ela se colocou à disposição para apresentar comprovantes de pagamento que detalham as irregularidades.
A reportagem da Rádio Nova Era encaminhou os questionamentos sobre as denúncias à assessoria de imprensa da Motiva. Até o fechamento desta edição, no entanto, a concessionária não havia se manifestado sobre as reclamações.



