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Participante do Programa Paratleta da Cocari é um colecionador de vitórias

Dando sequência à matéria especial sobre o Programa Paratleta da Cocari, essa edição vai contar um pouco da vida de Diego de Souza Vieira, 28 anos, portador de deficiência intelectual.

Divininho, como é conhecido no mundo do esporte, vem de uma família de baixa renda. Ele teve uma infância com dificuldades de interação com outras crianças. Não conhecia muita gente e por isso, brincava sozinho, e tinha pouco acesso às oportunidades de atividades. Na adolescência, teve que trabalhar para ajudar no sustento da família.

No esporte, gostava de jogar bola, chegou a ter um time de futebol, com atividades até os 13 anos. Só por volta dos 15 anos, a convite de um professor, ele se rendeu ao atletismo, à corrida, e aceitou participar do treinamento para a competição, muito mais motivado pela possibilidade de viagens do que pelo esporte, propriamente dito. “Se pudesse voltar no tempo, teria começado desde novo, mas o tempo não volta. Queria ter começado desde novo, com 12 ou 13 anos de idade, eu já comecei velho”, lamenta.

O fato é que o esporte transformou a vida do menino inquieto, bagunceiro e com dificuldade de relacionamento. “Desde então, minha vida mudou”, afirma.

Professores da área esportiva, observavam o potencial de desenvolvimento de Diego, o incentivavam e despertaram o entusiasmo do jovem pelo esporte.

Foram muitas as conquistas desde primeira prova, em Foz do Iguaçu, onde experimentou o gosto da vitória pela primeira vez. Divininho já ganhou 245 medalhas e 75 troféus.

Programa Paratletas da Cocari

Em 2022, Divininho passou a fazer parte do Programa Paratletas da Cocari. Ele faz parte do quadro de colaboradores da Cocari, atuante na Apae de Ivaiporã. “A Cocari faz parte da minha história. O programa Paratletas está sendo muito bom, está ajudando a mim e à minha família, e permitindo que eu represente a cooperativa, que eu leve o nome da Cocari em diversas cidades da região, também para fora do Estado e fora do Brasil, que era um sonho que eu tinha, e às vezes nem acredito que realizei esse sonho.

Ele conta que o apoio da cooperativa o ajuda na alimentação, na compra de roupas de treinamento e competições. “Sou muito agradecido à Cocari por tudo que me proporciona”, enfatiza.

Em 2023, Divininho representou o Brasil em mundiais em Paris, na França e em Dubai, nos Emirados Árabes.

As viagens, que no auge da inexperiência o motivaram a entrar para Atletismo, se tornaram uma realidade na vida do paratleta. “O esporte nos dá tudo. Fui para Portugal, Dubai, França, Lion, além da todas as regiões brasileiras, graças ao Atletismo. Se não fosse o esporte eu não teria conhecido todos esses lugares”, aponta.

Agenda lotada

O paratleta teve um início de 2024 complicado, em virtude de uma cirurgia de varizes a que teve de ser submetido, em janeiro, o que o obrigou a parar com os treinos e com as competições, de forma que seu ano só começou mesmo em abril.

Mas o período de afastamento não parece ter prejudicado seu o ânimo. Em abril ele retomou as competições de Cascavel no dia 14, conquistando o primeiro lugar, na prova de 8 km. Em Guarapuava, dia 21, participou numa prova em equipe de modalidades diferentes, sendo um de natação, um de ciclismo. Ele finalizou com a corrida de 5 km, e terminaram em segundo lugar na competição.

No dia 28 de abril, participou da Corrida Pedestre de Rio Bom, prova comemorativa ao aniversário de 60 anos do município, conquistando a 2ª colocação nos 5 km masculino. Em maio participou de competição em São Pedro do Ivaí, ficando em 1º lugar. E no dia 5 de maio em Lunardelli. Dia 8 de maio ele viaja para São Paulo, onde tem competições nos dias 10 e 11. E dia 19 já tem competição em Marialva. E finalizando o mês, do dia 29 de maio a 2 de junho, ele participará dos Jogos Paradesportivos do Paraná (Parajap’s), em Londrina.

Muito sonhos pela frente

Comemorando 10 anos no Atletismo, assim como foi despertado por pessoas importantes, Divininho aconselha aos atletas, portadores de deficiência ou não, que nunca desistam de seus sonhos. “Há obstáculos, sim, alguns bem difíceis, mas a gente coloca nas mãos de Deus e, pode estar cansado, a rotina de acordar cedo é complicada, mas tendo disciplina, foco, determinação e fé, alcança o sonho. E não podemos subir os degraus todos de uma vez, pois se cair, é mais difícil levantar. Tem que subir devagar e quando você menos espera, está no topo”, incentiva.

Os próximos sonhos estão se desenhando. Ele está iniciando a faculdade de Educação Física, pela UEM. “Outro sonho, que se Deus quiser vou conquistar, é ser campeão mundial de Atletismo”, finaliza.

Redação Cocari

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