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Liga de Pediatria da Fatec Ivaiporã orienta sobre introdução alimentar e desengasgo

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A Liga de Pediatria do curso de Medicina (Laped) da Fatec Ivaiporã reuniu pais, mães, avós, professores e cuidadores para orientar sobre a introdução alimentar dos bebês e as manobras de desengasgo em crianças. A orientação foi organizada pelos acadêmicos, e contou com palestras da nutricionista Bruna Rafaela Rosa e do enfermeiro do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), Rubens Bressanin.

O objetivo foi apresentar ao público-alvo informações que possam ser úteis no cuidado diário. Acadêmica do 5º período de Medicina e integrante da Laped, Marina Campos, explicou que a proposta surgiu da necessidade de auxiliar as pessoas responsáveis pelos cuidados com crianças.

“A Liga de Pediatria visa orientar sobre a introdução alimentar e a nutrição adequada, e ensinar manobras de desengasgo e primeiros socorros em bebês e crianças. É um conhecimento necessário para médicos, pais, mães, familiares e cuidadores”, afirmou a médica Ana Beatriz Ferreira – professora do curso de Medicina.

Alimentação

Bruna Rosa abordou o início da alimentação complementar, recomendado a partir dos 6 meses. Conforme explicou a nutricionista, a orientação é manter o aleitamento materno exclusivo, sem oferecer água, chá ou outros alimentos. Conforme a nutricionista a amamentação pode continuar até os 2 anos ou mais.

“A introdução alimentar precisa acontecer de maneira adequada e no tempo oportuno – enquanto a oferta de outros alimentos antes dos 6 meses pode causar prejuízos que se estendem à fase adulta”, alertou a nutricionista. A palestra também tratou da adaptação do bebê aos alimentos. Segundo Bruna Rosa, o assunto deverá ser retomado em outros encontros, com orientações sobre as fases seguintes da alimentação até 1 ano de idade.

Engasgo

Na parte dedicada aos primeiros socorros, Rubens Bressanin explicou como reconhecer a obstrução das vias aéreas e agir diante de um engasgo. O enfermeiro chamou a atenção para os riscos causados por alimentos, brinquedos e objetos pequenos ou por peças que podem se soltar durante o uso.

“A desobstrução precisa ser rápida para evitar lesões cerebrais importantes ou a morte da criança. Entre 4 e 6 minutos, a lesão ainda pode ser reversível. Acima de 6 minutos, pode se tornar irreversível”, explicou Rubens Bressanin.

O enfermeiro também orientou os participantes a acionarem imediatamente o serviço de emergência. Enquanto a equipe se desloca, o médico responsável pelo atendimento telefônico pode indicar as manobras que devem ser realizadas.

“Quanto mais pessoas estiverem preparadas – mais rápido será o atendimento. Saber pedir orientação pelo telefone e executar corretamente a manobra pode salvar a vida do bebê antes da chegada da equipe de emergência”, afirmou.

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