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Janeiro Branco: Psicóloga do Hospital da Providência reforça a importância do cuidado com a saúde mental no início do ano

O início do ano costuma ser um período de reflexões, reavaliação de planos e expectativas para o futuro. É justamente nesse contexto que acontece a Campanha do Janeiro Branco, que convida a população a olhar com mais atenção para a saúde mental e para a importância do cuidado emocional.

Segundo a psicóloga Thaisa Ribeiro, do Hospital da Providência, falar de saúde mental é lembrar que a saúde vai além do corpo físico. “O que sentimos, pensamos e carregamos emocionalmente influencia diretamente nossa qualidade de vida, a forma como enfrentamos dificuldades e como conseguimos nos recuperar de momentos difíceis”, explica.

De acordo com a profissional, o começo do ano funciona como um convite natural a um balanço da vida. Nesse momento, muitas pessoas olham para o que conseguiram sustentar ao longo do tempo, para aquilo que se tornou pesado demais e também para as metas e expectativas que se formam para o novo ano. No entanto, esse olhar não deve se transformar em cobrança excessiva. “Ele pode e deve virar cuidado, escuta e escolhas mais gentis consigo mesmo”, orienta.

Quando esse cuidado emocional não acontece, o sofrimento costuma dar sinais, nem sempre de forma evidente. Cansaço constante, irritação frequente, dificuldade para dormir e a sensação de estar sempre no limite podem ser alguns alertas. Quando não encontra espaço para ser acolhido, esse sofrimento pode se manifestar no corpo, nas relações pessoais, no trabalho e até na maneira como a pessoa passa a se enxergar.

A psicóloga destaca que procurar apoio é uma forma saudável de interromper esse ciclo. Além disso, pequenos hábitos no dia a dia ajudam a proteger a saúde mental, como ter alguém com quem conversar de forma verdadeira, respeitar os próprios limites, cuidar do sono e da alimentação, buscar pausas e se acolher mesmo nos dias difíceis.

Outro ponto fundamental, segundo Thaisa, é parar de normalizar o sofrimento. “Dor emocional não é frescura. Assim como procuramos ajuda quando sentimos dor no corpo, cuidar da mente também precisa fazer parte da rotina, inclusive com apoio profissional quando necessário”, reforça.

Neste Janeiro Branco, a principal mensagem é que ninguém precisa enfrentar o sofrimento sozinho. “Às vezes o corpo adoece, às vezes a mente, e muitas vezes os dois juntos. Quando a dor é acolhida, e não silenciada, caminhos se abrem. Buscar ajuda é um ato de cuidado e, mesmo em meio à dor, é possível construir novos caminhos”, finaliza.