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Golpe do sósia utiliza reconhecimento facial para fraudar identidades

Tempo de leitura: 3 minutos

Com informações e foto da Agência Brasil

Uma modalidade sofisticada de fraude, apelidada de “golpe do sósia”, tem desafiado os sistemas de segurança digital no Brasil. Identificada pela equipe de inteligência analítica da Serasa Experian no Mapa da Fraude do primeiro semestre de 2026, a prática utiliza tecnologia de comparação facial para encontrar indivíduos com características físicas semelhantes às dos próprios criminosos, visando burlar processos de validação biométrica.

Diferente das abordagens tradicionais, onde o fraudador parte de dados de uma vítima específica para assumir sua identidade, esta tática inverte a lógica do crime. O criminoso utiliza seu próprio rosto como base de busca em grandes bancos de imagens — muitas vezes obtidas de forma ilícita — para localizar pessoas com semelhança física que possam ser usadas como alvos para aberturas de contas e cadastros fraudulentos.

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Leandro Bartolassi, diretor de Autenticação e Prevenção à Fraude da Serasa Experian, alerta que a tática ilustra como tecnologias criadas para reforçar a proteção também podem ser exploradas por criminosos. Segundo o especialista, o reconhecimento facial jamais deve atuar como uma camada única de autenticação, sendo necessária a combinação com outros mecanismos de checagem.

O impacto desse tipo de investida é expressivo. No primeiro semestre de 2026, as soluções antifraude da Serasa Experian barraram 2,86 milhões de tentativas de fraude de identidade, um aumento de 32,9% frente ao mesmo período de 2025. Esse volume de bloqueios impediu um prejuízo estimado em R$ 3,77 bilhões, com o sistema registrando uma ocorrência de alto risco a cada 5,5 segundos.

Para reforçar a segurança das transações, a empresa recomenda que o setor corporativo adote estratégias em camadas. O uso isolado da biometria deve ser substituído por um combo de verificações que inclua a prova de vida, análise de documentos, conferência de dados cadastrais, monitoramento do dispositivo e a identificação de padrões comportamentais do usuário.

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Aos consumidores, a orientação é manter a cautela rigorosa com o compartilhamento de dados. Entre as recomendações estão evitar a postagem de selfies com documentos em redes sociais, proteger o celular com senhas fortes e autenticação em dois fatores, além de desconfiar de qualquer solicitação inesperada de reconhecimento facial enviada por links, e-mails ou QR Codes.

Manter o monitoramento constante do CPF e utilizar apenas canais oficiais para transações financeiras são medidas apontadas como essenciais para mitigar os riscos. Em caso de movimentações desconhecidas, a recomendação é buscar imediatamente os canais de atendimento das instituições envolvidas.

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