O senador Flávio Bolsonaro (PL) divulgou uma carta nesta semana agradecendo aos presidentes da Argentina, Javier Milei, e dos Estados Unidos, Donald Trump, pelo apoio recebido para deixar o Brasil. Na mensagem, o político derrotado na eleição presidencial afirma, sem provas, que o pleito foi fraudado e critica decisões do Supremo Tribunal Federal (STF).
Em uma primeira versão do documento, o senador se autoproclamava “verdadeiro presidente eleito”, termo alterado para “líder do Brasil” minutos depois. A carta também continha um brasão com o nome obsoleto “Estados Unidos do Brazil”. O texto foi divulgado após a saída do parlamentar para território estadunidense em meio a investigações conduzidas pela Polícia Federal.
Flávio é alvo de inquéritos no STF que apuram suspeitas de lavagem de dinheiro por meio de plataformas de apostas e evasão de divisas. A partida do senador ocorreu apesar de uma ordem do ministro Alexandre de Moraes que proibia sua saída do país e determinava a entrega de passaportes, medida solicitada pela Polícia Federal devido ao risco de fuga.
No comunicado, o político afirmou que pretende liderar a oposição a partir dos Estados Unidos para assumir riscos que parlamentares no Brasil não poderiam correr. A eleição presidencial mencionada teve vitória de Luiz Inácio Lula da Silva, reconhecida pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), por líderes internacionais e pela Organização dos Estados Americanos (OEA).
Nos Estados Unidos, a concessão de visto ao parlamentar brasileiro gerou críticas. O Comitê de Relações Exteriores da Câmara dos Deputados do país, ligado ao Partido Democrata, questionou publicamente o tratamento dado ao senador em comparação com migrantes de zonas de conflito.
Fonte: Agência Brasil




