
O mês de conscientização sobre a leucemia terminou, mas os cuidados e a atenção aos sinais da doença precisam continuar durante todo o ano. No encerramento do Fevereiro Laranja, a jovem paciente Dianara Bruzon Chagas, de 26 anos, e a médica hematologista Dra. Flávia Mantine unem suas vozes para alertar sobre os sinais da leucemia e a importância do diagnóstico precoce. A experiência de quem enfrentou a doença e a orientação de quem atua na linha de frente do tratamento reforçam que informação e exames simples podem salvar vidas.
No Hospital da Providência, por meio da Unidade de Tratamento do Câncer, Dianara descobriu a leucemia após perceber sintomas que, a princípio, pareciam apenas cansaço da rotina intensa. Dores de cabeça, fraqueza, manchas roxas pelo corpo e, posteriormente, um sangramento gengival importante foram os sinais de alerta.
Após exames e avaliação especializada, veio o diagnóstico. “O tratamento foi difícil, com muitos dias complicados. Mas sempre fui muito bem cuidada por toda a equipe, desde a recepção até a médica. No meu aniversário, fizeram uma cartinha para mim que guardo até hoje”, conta.
Atualmente em remissão, Dianara segue em acompanhamento. Para ela, a fé foi essencial durante o período de isolamento e tratamento. Hoje, compartilha sua história nas redes sociais como forma de conscientização. “Eu escolhi transformar a minha dor em alerta. Hoje eu vivo com mais propósito. Se eu puder ajudar alguém a buscar ajuda mais cedo, já valeu a pena”, afirma.
Orientação médica
A hematologista Dra. Flávia Mantine explica que existem leucemias crônicas e agudas, com manifestações diferentes. “Os sintomas não são iguais para todos os pacientes, são inespecíficos. As leucemias crônicas, na maior parte das vezes, não vão manifestar nenhum sintoma, já as leucemias agudas podem apresentar anemia, fadiga, cansaço progressivo, sangramentos espontâneos e infecções grave”.
Segundo a médica, os tratamentos também variam, enquanto algumas leucemias crônicas podem ser acompanhadas ou tratadas com medicação oral, as agudas geralmente exigem tratamento endovenoso hospitalar e, em alguns casos, transplante de medula óssea.
Ela reforça que exames de rotina, como o hemograma, são fundamentais para identificar alterações precocemente. “O diagnóstico precoce permite iniciar o tratamento mais rápido e mais eficaz.”


