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Fatec Ivaiporã promove Pedagogia em Foco III com debate sobre desenvolvimento infantil e aprendizagem

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A Fatec Ivaiporã promove Pedagogia em Foco III voltada à discussão de temas ligados à educação, aprendizagem e desenvolvimento humano. A abertura ocorreu na terça-feira, dia 19, com a palestra Neuropsicomotricidade e desenvolvimento cognitivo: relações e implicações educacionais, ministrada pela psicopedagoga Márcia Valéria Cruz.

Pedagogia em Foco III é organizado pelo curso de Pedagogia, coordenado pela professora Fabiane Santos Eisele Zilio, e reuniu acadêmicos, professores e profissionais da educação.

Márcia Valéria Cruz explicou que a neuropsicomotricidade passou a ganhar maior atenção a partir dos avanços da neurociência sobre o desenvolvimento infantil. Segundo a psicopedagoga o processo vai muito além da coordenação motora e envolve aspectos emocionais, sociais, comportamentais e cognitivos. “A neurociência começou a entender o desenvolvimento infantil como prioridade para o desenvolvimento da pessoa humana. Não é só desenvolver a parte motora. É preciso compreender o contexto em que o sujeito vive, porque influencia o cérebro e o desenvolvimento das pessoas”, afirmou.

Transtornos e dificuldades

Quanto aos transtornos e dificuldades de aprendizagem, Márcia Valéria Cruz disse que as crianças começam a apresentar sinais nos primeiros anos de vida e explicou que os chamados marcos do desenvolvimento ajudam a identificar possíveis lacunas no desenvolvimento infantil. Segundo a psicopedagoga, ações aparentemente simples, como o balbucio, movimento de pegar objetos ou a coordenação motora fina fazem parte de um conjunto de estímulos fundamentais para a alfabetização e para a aprendizagem futura.

“Quando a criança chega à fase da alfabetização precisa ter desenvolvido movimentos importantes, como a tonicidade e o movimento de pinça para segurar o lápis. Muitas vezes, essas etapas não foram observadas ou estimuladas adequadamente, o que pode refletir em dificuldades de escrita, atenção, sequência lógica e aprendizagem”, explicou.

Sobre o aumento do uso de telas na infância, a psicopedagoga observou que a tecnologia faz parte da rotina das famílias. Mas alertou para a importância do equilíbrio e da convivência presencial no desenvolvimento infantil. “As brincadeiras, jogos e o contato com outras crianças e adultos são fundamentais para o desenvolvimento motor, cognitivo e afetivo. Quando existe um adulto disponível para brincar, conversar e criar relações humanas, muitas vezes a criança nem pede a tela”, lembrou.

Márcia Valéria Cruz também falou sobre os desafios da formação dos professores diante da neurodiversidade nas escolas. Segundo a palestrante, a aprendizagem vai além dos conteúdos tradicionais e exige integração com outros profissionais e diferentes recursos pedagógicos.

Lúcia Lima – jornalista

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