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Falso alerta da Defesa Civil atingiu cerca de 30 milhões em 8 estados

Print Marcelo Brandão/Agência Brasil
Tempo de leitura: 3 minutos

O sistema nacional de notificações de desastres da Defesa Civil sofreu uma grave invasão cibernética entre a noite de sexta-feira (19) e a madrugada de sábado (20). O ataque resultou no disparo em massa de alertas falsos para usuários de telefonia móvel em pelo menos sete estados e no Distrito Federal, gerando forte preocupação e espanto na população. De acordo com o Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional, as transmissões fraudulentas ocorreram em uma janela de tempo específica, entre 23h41 e 1h23.

Impacto e capitais atingidas

Uma análise técnica preliminar indica que as notificações fraudulentas alcançaram moradores de grandes centros urbanos do país. Entre as capitais afetadas estão Belo Horizonte (MG), Brasília (DF), Campo Grande (MS), Curitiba, Rio Branco (AC), Rio de Janeiro (RJ), Salvador (BA) e São Paulo (SP). Juntas, essas localidades concentram uma população estimada em 30 milhões de pessoas. O alcance do ataque digital, no entanto, expandiu-se além dos limites das capitais, atingindo também municípios de menor porte no interior dos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Mato Grosso do Sul.

Mensagens bizarras e tecnologias utilizadas

Em entrevista coletiva concedida na manhã de sábado (20), o secretário nacional de Proteção e Defesa Civil, Wolnei Wolff, trouxe detalhes sobre a dinâmica do ataque. Durante a invasão ao sistema conhecido como Defesa Civil Alerta, os criminosos conseguiram emitir dez notificações distintas. Desse total, nove alertas foram propagados por meio da tecnologia Cell Broadcast — sistema moderno implementado em 2025 que envia avisos diretamente para a tela do celular, com bipe sonoro de emergência, sem necessidade de cadastro ou aplicativo — e uma mensagem foi enviada pelo método tradicional de SMS, plataforma utilizada desde 2014.

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O primeiro disparo da sequência criminosa teve como alvo a cidade de Curitiba. Na sequência, os moradores das demais regiões começaram a receber os avisos. Além de emitirem um sinal sonoro estridente e invasivo, as mensagens continham textos desconexos e alarmistas, citando termos incompreensíveis para um alerta oficial, como “misantropia” e “invasão alienígena”.

Polícia Federal assume as investigações

O caso passou a ser investigado diretamente pela Polícia Federal, que atua em conjunto com o corpo técnico da Defesa Civil Nacional. O objetivo principal do inquérito é realizar o rastreamento digital para determinar se a ação foi orquestrada por um hacker individual ou por um grupo cibernético articulado em ambiente virtual. A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) também acompanha o processo de apuração estrutural.

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A principal linha de investigação aponta que a brecha de segurança ocorreu diretamente na plataforma da Defesa Civil Nacional, que é a ferramenta institucional responsável pelo gerenciamento de crises e emissão de alertas. Em contrapartida, a Anatel informou por meio de nota oficial que as mensagens disparadas não passaram pelos canais e pela infraestrutura técnica oficial operada pela ABR Telecom (Associação Brasileira de Recursos em Telecomunicações), indicando que os invasores burlaram as barreiras diretamente na origem dos comandos governamentais.

Resumo

O sistema nacional da Defesa Civil foi invadido entre a noite de sexta-feira (19) e a madrugada de sábado (20), provocando o disparo de dez alertas falsos contendo menções a “invasão alienígena” e “misantropia”. O ataque hacker atingiu cerca de 30 milhões de pessoas em oito estados, incluindo Curitiba e São Paulo, utilizando as tecnologias Cell Broadcast e SMS. A Polícia Federal e a Anatel investigam a invasão na plataforma oficial do governo.

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