Especialistas da vertente heterodoxa criticam a proposta do mercado financeiro de cortar gastos públicos para conter a dívida pública brasileira. Para eles, a medida retira recursos de áreas essenciais como saúde e educação, sem resolver o real problema da economia nacional.
Segundo economistas consultados, a alta da dívida decorre principalmente das taxas elevadas de juros praticadas pelo Banco Central, e não de gastos primários excessivos. Eles afirmam que o endividamento interno, emitido em reais, não oferece risco de calote soberano e está em patamar comparável ao de outras nações.
O Banco Central, por sua vez, condiciona a redução dos juros à realização de superávits primários pela União e aponta que os gastos públicos acima da arrecadação pressionam a inflação. Enquanto o mercado financeiro defende ajustes fiscais rigorosos, acadêmicos propõem o uso de reservas cambiais e a revisão das taxas de juros para estabilizar a dívida.
Fonte: Agência Brasil




