Uma doadora do Centro de Hematologia e Hemoterapia do Paraná (Hemepar) realizou uma doação de sangue para atender uma paciente em São Paulo. Ambas possuem o fenótipo p, conhecido como nulo, uma característica extremamente rara que exige cuidados específicos em transfusões.
A doadora, de 29 anos, já integrava o Cadastro Nacional de Sangue Raro e foi convocada após solicitação para atender a paciente em uma agência transfusional ligada à Fundação Pró-Sangue. Apenas três pessoas no Brasil foram identificadas com esse tipo sanguíneo.
A farmacêutica responsável explicou que a paciente possui o anticorpo anti-PP1Pk e necessita de hemácias sem os antígenos correspondentes. O recebimento de sangue comum causaria uma reação transfusional grave, tornando imprescindível a localização de doadores compatíveis.
O Cadastro Nacional de Sangue Raro reúne mais de 2 mil doadores no país e já auxiliou centenas de pacientes. No estado, a rede identificou centenas de voluntários com tipos sanguíneos raros cadastrados no sistema para atender demandas locais e interestaduais.
A diretoria do Hemepar reforça a importância da doação regular de sangue e da manutenção dos cadastros atualizados. Uma única bolsa coletada pode ser fracionada em hemocomponentes para salvar múltiplos pacientes com necessidades distintas.



