O Brasil atingiu a marca de 2 milhões de pessoas trabalhando por meio de plataformas digitais em 2025, segundo dados da Pnad Contínua, divulgados pelo IBGE na sexta-feira (4).
O levantamento aponta que a maioria desses profissionais atua por conta própria, enfrentando jornadas semanais mais extensas e remuneração por hora inferior à dos trabalhadores tradicionais.
Do total de plataformizados, 58,9% atuam no transporte de passageiros, enquanto 19,2% trabalham com entregas de produtos e alimentos. O setor de transporte, armazenagem e correios concentra 75% dessa força de trabalho.
A pesquisa revela que a jornada média dos trabalhadores de aplicativos é de 44,7 horas semanais, superando as 39,3 horas dos demais ocupados. Com rendimentos similares, o ganho por hora desses profissionais é 12% menor.
A informalidade atinge 72,1% dos plataformizados, com apenas 34% possuindo cobertura previdenciária. O IBGE destaca que, embora autônomos, esses trabalhadores apresentam alta dependência das plataformas para definir preços, prazos e formas de pagamento.
O crescimento do setor é notável: o número de trabalhadores que utilizam apps como ocupação principal subiu de 1,3 milhão em 2022 para 1,8 milhão em 2025, uma alta de 36,8% no período.
O debate sobre a “uberização” segue em pauta no Supremo Tribunal Federal, que discute o reconhecimento de vínculo empregatício entre motoristas e plataformas, tema que divide opiniões entre categorias e empresas do setor.
Fonte original: Agência Brasil | Foto: Agência Brasil



