Uma cirurgia no joelho pode interromper a rotina de um atleta ou afastar um funcionário do trabalho – exigindo meses de reabilitação. Em determinados casos, o tratamento inclui o uso de órteses para estabilizar a articulação. Mas o preço pode representar obstáculo para alguns pacientes.
Neste contexto, os acadêmicos do curso de Fisioterapia da Fatec Ivaiporã: Emily Cristini Barbosa, Gabriela Gusmão Leonardo, Mariany Ferreira Machado, Tauan Miguel Nogueira Bueno e Tayla Ketelyn da Silva Germano desenvolveram uma órtese tipo brace utilizando impressão 3D. O projeto foi elaborado sob orientação da professora Amanda Monteiro Bonancéa e apresentado na 3ª Mostra de Projetos Integradores (MOPI), dia 18 de junho, reunindo conforto, funcionalidade e menor custo.
Os 5 acadêmicos pesquisaram o funcionamento da articulação do joelho, as principais lesões ligamentares, materiais utilizados na fabricação de órteses e o emprego da impressão 3D na área da saúde. Com as informações, os acadêmicos passaram à etapa de modelagem digital.
“A órtese foi projetada para uma das integrantes da equipe – Mariany Machado diagnosticada com ruptura do ligamento cruzado anterior”, informou Amanda Bonancéa. Como o equipamento é desenvolvido a partir das características anatômicas do usuário, o ajuste tende a ser mais preciso do que em modelos produzidos em larga escala.
Custo-benefício
Segundo os acadêmicos, a órtese poderá ser produzida por aproximadamente R$ 176,90. Trata-se de um valor inferior aos modelos personalizados encontrados no mercado, que podem chegar a cerca de R$ 3 mil. “Apesar do avanço na modelagem, os acadêmicos realizam ajustes na estrutura do brace para produzir o protótipo definitivo e submetê-lo a testes de estabilidade, resistência e conforto”, acrescentou a professora.
Para a acadêmica Mariany Ferreira Machado, concluir a MOPI foi uma experiência muito especial para a trajetória acadêmica. “Tenho muito orgulho do caminho que percorremos. O projeto nos tirou da zona de conforto. Precisamos pesquisar, testar ideias e desenvolver um produto pensando na funcionalidade, acessibilidade e no impacto que pode ter na vida das pessoas. Ver a ideia ganhar forma foi uma das experiências mais gratificantes da graduação”, afirmou.
O coordenador do curso de Fisioterapia, José Henrique Cid de Brito, observou que projetos como órtese tipo brace aproximam os estudantes dos desafios que encontrarão na profissão. “É uma excelente iniciativa! Demonstra a preocupação e o interesse dos acadêmicos em desenvolver soluções capazes de contribuir para melhorar a qualidade de vida dos pacientes”, opinou José Brito.
O projeto foi desenvolvido na disciplina Projeto Integrador, coordenada pela professora Patrícia Carvalho, e visa incentivar os acadêmicos a transformar problemas em soluções viáveis, aproximando a formação acadêmica da prática profissional. Segundo o diretor acadêmico Roni Ferreira, a metodologia estimula os acadêmicos e fortalece a pesquisa aplicada desde a graduação.


