
A convite do juiz da Comarca de Ivaiporã, César Augusto Consalter, 17 acadêmicos do curso de Direito da Fatec Ivaiporã conheceram a rotina do Poder Judiciário e acompanharam uma sessão do Tribunal do Júri que julgou um processo de homicídio, nesta sexta-feira, dia 26 de junho.
A visita foi organizada pela coordenadora do curso de Direito, Pollyana Ferreti, que proporcionou aos acadêmicos uma experiência além da sala de aula. Inicialmente, a visita foi planejada para os acadêmicos do 1º período. Com o interesse dos demais foi ampliada a outras turmas.
Antes do início da sessão, o juiz César Augusto Consalter recebeu o grupo no plenário do Tribunal do Júri e apresentou as principais etapas do procedimento – desde a investigação policial à votação realizada pelos jurados. Também explicou a função de cada profissional envolvido no julgamento e informou que o Tribunal do Júri é um dos momentos mais ricos para quem está iniciando a formação jurídica.
Visão completa
Segundo o magistrado, acompanhar uma sessão permite que os acadêmicos entendam como atuam o juiz, Ministério Público, defesa, servidores e os jurados – além de facilitar a identificação com a área em que desejam atuar. “O Tribunal do Júri oferece uma visão muito completa da prática jurídica. É uma oportunidade para que o acadêmico compreenda o papel de cada profissional e descubra a carreira com a qual mais se identifica”, afirmou.
Para Gabriel Rossi, acadêmico do 3º período, a visita representa uma oportunidade de aproximar a teoria da realidade do processo judicial. “É mais fácil entender os ritos do júri, como acontece a escolha dos jurados, a atuação de cada profissional e a condução da sessão. É uma experiência que agrega muito à formação”, garantiu.
Entre os participantes estava também o acadêmico Matias Souza, que pretende seguir a carreira da magistratura. “Assistir ao júri ajuda a entender como funciona e confirma o caminho que quero seguir na área do Direito”, disse.
Conforme Pollyana Ferreti faz parte da proposta do curso de Direito. “Quanto mais cedo os acadêmicos vivenciam a prática, mais segurança desenvolvem no exercício do Direito”, concluiu.
Lúcia Lima – jornalista


