
A Prefeitura de Apucarana levou, de casa em casa, a vacinação contra a raiva em cães e gatos ao Residencial Fariz Gebrim. A meta é, ao longo do dia, aplicar cem doses gratuitamente. Além disso, o mutirão ofertou – quando necessário – tratamento imediato para casos de pulgas, carrapatos e sarna. A atividade é uma parceria entre o Centro Municipal de Saúde Animal (Cemsa) e a Autarquia Municipal de Saúde (AMS).
O prefeito Rodolfo Mota ressalta que essa é uma ação inovadora e estratégica de saúde pública. De acordo com ele, a iniciativa atende prioritariamente famílias de baixa renda. “Estamos levando o cuidado até a porta das pessoas. Sabemos que muitos moradores não têm condições de deslocar seus animais e essa vacinação domiciliar é uma forma de garantir o acesso”, frisou Rodolfo Mota.
Fernando Felippe, diretor do Cemsa, conhecido como Repórter Selvagem, explicou que o bairro foi escolhido também pelo fato de estar próximo a áreas de mata. Isso representa maior risco de contato com morcegos hematófagos, que são potenciais transmissores da raiva. O diretor do Cemsa afirma que vacinar os cães é uma forma de criar uma barreira protetora entre os animais de estimação e os humanos.
As médicas veterinárias Dienifer Galindo e Gabriela Neves Nicolau, da Autarquia de Saúde, alertaram que a raiva é uma zoonose fatal e reforçaram a importância da prevenção. Embora controlada no Brasil, a doença ainda representa riscos especialmente em áreas urbanas que têm contato com a natureza.
Registro de informações de tutores e animais
Aline dos Santos Benevides, moradora da Rua Rubens de Moraes, é dona de dois cães, Marley e Max, que foram vacinados. “Com a visita em casa, ficou muito mais fácil. Além da vacina, um dos cães recebeu medicação, o que ajuda bastante”, relatou.
O agente de endemias Rodrigo Rocateli, que atua na UBS Irmã Izilia Folador, organizou o agendamento dos moradores por meio de grupos de WhatsApp do bairro. “Fizemos um pré-cadastro para planejar a aplicação das doses e garantir que todos os interessados fossem atendidos”, esclareceu.
Já a estagiária Maria Eduarda Vicentini, da AMS, cuidou dos cadastros e da emissão das carteirinhas de vacinação. Segundo ela, os dados permitem controle e acompanhamento dos animais, inclusive nos casos que necessitam de nova medicação. “A cada dose aplicada, registramos as informações do tutor e do pet, garantindo que no próximo ano a revacinação seja feita corretamente”, explicou.