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Crise com os EUA: “É hora de colocar a diplomacia na mesa”, diz Ratinho Junior

Foto: Jonathan Campos/AEN
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O governador Ratinho Junior disse nesta sexta-feira (25) em um almoço na Associação Comercial do Rio de Janeiro que a crise com os Estados Unidos só será resolvida com diplomacia. Ele destacou o papel do Itamaraty em negociações e acordos bilaterais e cobrou a viagem de um representante do Itamaraty para implementar um circuito mais próximo de negociações.

“Eu acho que o momento agora é de tirar a política e colocar a diplomacia na mesa. O histórico da diplomacia brasileira é um histórico vencedor. Historicamente o Brasil é uma das grandes referências do mundo na construção de soluções comerciais. O Itamaraty tem muita experiência e eu espero que rapidamente alguém do Itamaraty vá aos Estados Unidos, porque não é colocando vídeo na internet, fazendo brincadeira, que vai solucionar esse problema, que é sério”, afirmou Ratinho Junior.

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Ele também acrescentou que espera uma solução do impasse nos próximos dias, já que as tarifas devem ser implementadas no começo de agosto. “Eu torço para que o governo federal mande o chanceler para os Estados Unidos o quanto antes para fazer uma negociação. Já se passaram 15 dias e a gente não viu nenhum brasileiro pisar nos Estados Unidos para tentar sentar na mesa e fazer essa construção comercial”, complementou o governador do Paraná.

Ele também sinalizou no encontro com empresários que vai apresentar nos próximos dias um plano de medidas para proteger a economia do Paraná e os setores afetados pela taxação. Representantes da administração estadual se reuniram ao longo da semana os setores interessados, receberam pleitos e estudam medidas que possam compensar eventuais perdas.

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O Paraná vende, em média, US$ 1,5 bilhão por ano em produtos aos Estados Unidos. Neste ano, até junho, foram US$ 735 milhões. Nos últimos quatro anos mais de 90 grupos de produtos paranaenses alcançaram o mercado norte-americano, como máquinas, combustíveis minerais, plástico, alumínio, açúcar, café, adubos, borracha, produtos farmacêuticos, móveis, peixes, óleos vegetais, entre outros.