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Coamo reúne força de vendas de alimentos em convenção comercial

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A industrialização e a comercialização de alimentos têm papel importante na estratégia de crescimento da Coamo. Com produtos como farinha de trigo, café, margarinas e óleo de soja, a cooperativa amplia a presença da marca no mercado nacional e agrega valor à produção recebida dos cooperados. Atualmente, o setor produz cerca de 500 mil toneladas de alimentos, distribuídos em todo o Brasil por uma rede de representantes comerciais e funcionários da cooperativa. A convenção de vendas, realizada entre os dias 15 e 17 de outubro, em Campo Mourão, reuniu a equipe responsável por levar esses produtos aos diferentes mercados do país. Para o presidente do Conselho de Administração da Coamo, José Aroldo Gallassini, o encontro foi uma oportunidade para avaliar os resultados comerciais, alinhar objetivos e preparar a estrutura para acompanhar a expansão das atividades. “É preciso estar preparado para vender toda a produção que a Coamo produz. À medida que o tempo passa, a produção também aumenta, e precisamos ter uma estrutura bem montada para atender a esse crescimento”, afirma.

A trajetória da industrialização da Coamo começou em 1975, quatro anos após a fundação da cooperativa, com a instalação de um pequeno moinho de trigo na região central de Campo Mourão. Desde então, as atividades foram ampliadas e passaram a abranger o processamento de soja, trigo, milho e café. Gallassini explica que a participação dos cooperados nos resultados ocorre conforme a produção entregue à cooperativa e as atividades de industrialização correspondentes. No caso da soja, por exemplo, os resultados relacionados à comercialização de produtos como óleo, margarina e farelo, além da venda do grão, integram esse processo. A mesma lógica se aplica ao trigo e ao milho, incluindo produtos como rações e, futuramente, o etanol de milho. “Tudo o que depende do resultado da venda da soja é distribuído proporcionalmente aos cooperados que produzem soja. O mesmo acontece com quem produz trigo, milho e café.”

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Além da contribuição para os resultados dos cooperados, os alimentos têm participação no faturamento da Coamo e ampliam a presença da marca em diferentes regiões brasileiras. Segundo o diretor Comercial da Coamo, Rogério Trannin de Mello, a linha de alimentos representa 12% do faturamento da cooperativa. O diretor destaca que a atuação comercial alcança cerca de quatro mil clientes, e os produtos chegam a até 25 milhões de pessoas. Com a expansão das vendas para todo o país, a equipe passou a lidar com diferentes hábitos de consumo, que ajudam a orientar as estratégias de comercialização.

A convenção também permite apresentar aos representantes as atividades da cooperativa e ampliar o conhecimento sobre os processos industriais. Para Mello, conhecer a fabricação dos alimentos e ter acesso às informações técnicas contribui para que os profissionais apresentem os produtos aos clientes com mais segurança. “Quando a gente vende, precisa ter convicção para conseguir repassar isso ao cliente. Esse é o momento de conhecer a indústria e ver como o produto é feito. Durante a visita, os representantes tiveram contato com os processos de fabricação e com informações apresentadas pelas equipes técnicas, incluindo os engenheiros responsáveis pelas atividades industriais. Esse conhecimento contribui para a negociação com os supermercadistas.”

A atuação comercial está concentrada principalmente nas regiões Sul e Sudeste, mas também abrange mercados do Centro-Oeste, Norte e Nordeste. A presença dos produtos nesses diferentes territórios exige que a equipe conheça tanto as características dos alimentos quanto os hábitos dos consumidores. “O contato direto com os representantes permite à cooperativa receber informações sobre a aceitação dos produtos e identificar aspectos que podem orientar as próximas ações comerciais. Ao mesmo tempo, o conhecimento sobre a estrutura da Coamo e seus processos industriais ajuda os profissionais a transmitir informações aos clientes”, observa Mello.

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A preparação da equipe comercial para os objetivos de 2027 é um dos focos da convenção. De acordo com o gerente Comercial de Alimentos, Marcio Elvira Munhoz , o encontro contou com uma programação de três dias com a proposta de apresentar as metas definidas pela cooperativa, compartilhar informações e envolver os profissionais nas estratégias de comercialização. “Precisamos que essa equipe esteja preparada e envolvida para que possamos alcançar os objetivos e as metas estabelecidos para 2027”, salienta.

Ele destaca que a equipe comercial tem papel direto na distribuição e na aproximação dos produtos com os consumidores. A programação incluiu a participação de áreas ligadas à operação comercial, como os setores jurídico, financeiro, industrial, de Pesquisa, Inovação e Desenvolvimento, de Planejamento e Controle da Produção e de logística. Os participantes também visitaram as plantas industriais para conhecer as instalações e as mudanças realizadas desde o último encontro. “Queremos que eles conheçam de perto como os alimentos são preparados e tenham informações para representar os produtos junto aos clientes”, reforça Munhoz.

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