O Ministério da Saúde intensificará o monitoramento de apostadores contumazes após o anúncio da proibição das apostas on-line, feito nesta sexta-feira (25) pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em São Paulo. A estratégia visa oferecer acompanhamento e tratamento especializado a quem apresenta comportamento de jogo problemático.
Segundo o ministro Alexandre Padilha, a busca ativa utiliza dados compartilhados entre as pastas da Fazenda, Segurança Pública e a Receita Federal. O processamento das informações ocorre por meio da plataforma “Nuvem Brasil”, que, segundo o governo, segue rigorosamente as normas da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) e diretrizes éticas da saúde.
O atendimento será estruturado através da rede do programa “Meu SUS Digital” e de teleconsultas. O suporte será estendido tanto aos apostadores quanto aos seus familiares, focando em cuidados de saúde mental diante das mudanças no cenário das apostas no país.
O ministro ressaltou a urgência da medida ao citar dados do Instituto de Estudos para Políticas de Saúde (IEPS). O estudo aponta que o custo social das apostas no Brasil chega a R$ 38,8 bilhões anuais, sendo que R$ 17 bilhões estão relacionados a mortes por suicídio. Detalhes sobre o fluxo de atendimento ainda não foram divulgados.
Fonte: Agência Brasil




