A Advocacia-Geral da União (AGU) solicitou ao Supremo Tribunal Federal (STF) a perda definitiva do cargo do ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Marco Buzzi, alvo de acusações de assédio sexual. O órgão também requereu a suspensão imediata do salário do magistrado até que haja uma decisão final sobre o caso.
A medida ocorre após o STJ condenar Buzzi em processo disciplinar. Este é o primeiro movimento do tipo desde que o STF estabeleceu que a aposentadoria compulsória não deve ser a pena máxima para magistrados envolvidos em faltas graves, como assédio e venda de sentenças.
As denúncias contra o ministro incluem um episódio ocorrido em janeiro deste ano, em Balneário Camboriú (SC), onde ele teria tentado agarrar a filha de amigos durante um banho de mar. Posteriormente, uma ex-funcionária terceirizada do gabinete de Buzzi também relatou ter sido vítima de assédio.
Atualmente afastado de suas funções, o ministro nega as irregularidades. A defesa de Buzzi mantém a tese de que não houve qualquer ato impróprio e o magistrado ainda possui direito a recorrer da decisão junto ao Supremo.
Fonte: Agência Brasil



