O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) não conseguiu registrar sua candidatura à Presidência da República nesta quinta-feira (13). O bloqueio ocorreu após os registros da Justiça Eleitoral apontarem, de forma inesperada, a filiação do parlamentar ao partido Missão, impedindo o andamento do processo pelo Partido Liberal (PL).
Investigação no TSE
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) está analisando o caso e emitiu nota descartando a hipótese de ataque hacker no sistema. De acordo com a Corte, ocorreu o uso indevido da ferramenta por parte de alguém que já possuía as credenciais da legenda para efetivar filiações.
O presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, enviou uma representação à Procuradoria Geral Eleitoral para as devidas providências e determinou a abertura de um inquérito pela Polícia Judiciária.
Defesa aponta fraude
A advogada da campanha, Maria Claudia Bucchianeri, classificou o episódio como inequivocamente fraudulento. Segundo ela, uma certidão emitida na noite de quarta-feira (12) comprovava a filiação regular de Flávio ao PL. A alteração indevida teria ocorrido durante a madrugada.
Nas redes sociais, o senador afirmou que adversários jogam sujo. “Fraudaram a minha filiação partidária. O sistema vai tentar de tudo para me parar, mas não vai conseguir”, declarou em vídeo. O prazo final para registro das candidaturas termina às 19h deste sábado (15). Até que a filiação ao PL seja restabelecida, o registro segue travado.
Posicionamento do partido Missão
Em nota oficial, o Missão afirmou que também foi vítima da manobra e que tentou cancelar a filiação no mesmo dia, mas a ação acabou rejeitada pelo TSE. O partido destacou que comunicou o gabinete do senador sobre a tentativa no início do mês, constando que os e-mails foram lidos, mas sem resposta.
A legenda reforçou que repudia a fraude, acionará a Polícia Federal e descartou qualquer interesse em filiar o parlamentar, citando desalinhamento ideológico e suspeitas de corrupção.





