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Safra de milho começa em regiões da Cocari e expectativa é de boa produtividade no Paraná

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As primeiras colheitas do milho safrinha 2026 já começam a movimentar algumas regiões de atuação da Cocari no Paraná. Em municípios como Itambé e Marialva, produtores iniciam, nos próximos dias, a retirada dos grãos das lavouras com perspectivas positivas, resultado de uma safra marcada por desafios climáticos e fitossanitários, mas também por manejo eficiente e boas condições de desenvolvimento das plantas.

De forma geral, nas regiões do Paraná Alto e Paraná Baixo, a cultura apresentou excelente desenvolvimento ao longo do ciclo. Embora houvesse preocupação inicial com períodos de estiagem e altas temperaturas, as chuvas registradas posteriormente contribuíram para manter o potencial produtivo das lavouras, fortalecendo as expectativas de uma boa colheita.

Vistorias e acompanhamento constantes 

Segundo o consultor do Departamento Técnico (Detec) da Cocari em Itambé, Lucas Beatto Morelli, o ciclo começou sob condições adversas. “Tivemos um ano com início de seca e altas temperaturas, dificultando o estabelecimento inicial da cultura. Além disso, devido à baixa ocorrência de chuvas e ao calor intenso, o controle da lagarta-do-cartucho foi mais difícil, tornando fundamental o correto posicionamento dos produtos para garantir eficiência no manejo”, explica.

Com a regularização das chuvas, as lavouras ganharam vigor, mas um novo desafio surgiu. “Junto com o bom desenvolvimento das plantas, tivemos uma segunda pressão de lagarta-do-cartucho. As vistorias constantes e o acompanhamento das áreas foram cruciais para definir o momento correto de aplicação dos defensivos, proporcionando bom controle da praga”, destaca.

No início de maio, outro fator exigiu atenção dos produtores. Os elevados volumes de chuva, combinados com dias nublados e baixa luminosidade, favoreceram o aumento da pressão de doenças foliares, principalmente manchas causadas por Bipolaris maydis e cercosporiose. “Foi possível observar diferenças importantes entre os manejos adotados. Os produtores que realizaram intervenções antecipadas, conforme recomendado no início do ciclo, obtiveram melhor desempenho. Produtos à base de protioconazol e carboxamidas apresentaram excelente eficiência no controle desse complexo de doenças”, afirma Lucas.

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Apesar das dificuldades enfrentadas durante a safra, o técnico mantém uma avaliação positiva para o encerramento do ciclo. “Estamos otimistas com uma boa produção. As lavouras apresentaram bom desenvolvimento, com grãos bem formados e de boa qualidade, o que reforça as perspectivas de resultados satisfatórios para os produtores”, avalia.

Cenário favorável em Marialva

Na região de Marialva, que também abrange os distritos de Aquidaban São Luiz, o cenário é igualmente promissor. De acordo com o consultor técnico Devanir Rodrigues, as condições climáticas contribuíram decisivamente para o bom desempenho da cultura. “As expectativas para a colheita do milho safrinha 2026 são bastante positivas. As lavouras apresentaram excelente desenvolvimento ao longo do ciclo, favorecidas por chuvas bem distribuídas e volumes adequados durante as fases de crescimento e enchimento de grãos”, destaca.

Outro fator que fortalece as perspectivas é a ausência de eventos climáticos severos. “Até o momento não tivemos ocorrência de geadas ou outros fenômenos que pudessem comprometer o potencial produtivo das lavouras. As plantas apresentam bom desenvolvimento fenológico, vigor e baixo índice de doenças”, observa.

Assim como em outras regiões produtoras do país, a pressão da lagarta-do-cartucho exigiu atenção especial dos agricultores. “Foi um ano atípico em relação à incidência dessa praga. Em algumas áreas observamos redução na eficiência de determinadas tecnologias Bt, situação relacionada ao processo de quebra de resistência das populações de lagartas às proteínas inseticidas utilizadas. Esse fenômeno reforça a importância do monitoramento constante e da adoção adequada das áreas de refúgio”, explica Devanir.

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Mesmo diante desse desafio, o manejo realizado pelos produtores permitiu preservar o potencial produtivo das lavouras. “Os trabalhos de acompanhamento e as intervenções realizadas mantiveram as áreas em boas condições. Por isso, seguimos confiantes em uma safra de elevada produtividade e excelente qualidade de grãos”, afirma.

Sobre Aquidaban, especificamente, a consultora técnica Giuliana Fleuri informou que no dia 8 de junho foi realizada a colheita em somente uma área de aproximadamente 3 alqueires. “As demais ainda demoram, pois a cultura do milho safrinha foi plantada mais tarde esse ano”, disse. “A grande maioria das áreas estão com bom potencial produtivo”, completa.

Campos Gerais volta atenções para as culturas de inverno

Enquanto as regiões do Norte Noroeste do Paraná se preparam para a colheita do milho safrinha, nos Campos Gerais o foco dos produtores está voltado para as culturas de inverno. O plantio do milho na região ocorre tradicionalmente entre agosto e setembro, e neste momento as atenções estão concentradas principalmente no trigo, que inicia seu ciclo de cultivo.

Com a colheita começando nas regiões mais precoces e boas expectativas em praticamente todas as áreas de atuação da Cocari no Paraná, a safra de milho 2026 caminha para registrar resultados positivos, refletindo tanto as condições climáticas favoráveis quanto o trabalho de planejamento, monitoramento e manejo realizado pelos produtores e equipes técnicas da Cocari ao longo do ciclo.

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