O prefeito de Mauá da Serra, Givanildo Lopes, o “Giva”, afirmou nesta quarta-feira (18), após manifestação no município, que a administração municipal irá ampliar a oferta de transporte público para o bairro Serra do Cadeado. A medida foi anunciada após reunião com o presidente da Câmara, Luciano Faísca e alguns vereadores, moradores e empresários da localidade.
De acordo com o prefeito, o serviço de transporte coletivo municipal já vinha sendo ofertado até três vezes ao dia durante sua gestão. No entanto, diante da instalação de uma praça de pedágio na BR-376, que pode impactar diretamente a mobilidade dos moradores, o município decidiu reforçar o atendimento.
“O transporte coletivo municipal é um trabalho que já foi desenvolvido em nossa gestão. Colocamos o serviço para os moradores do bairro em até três vezes ao dia. Por conta do pedágio que está sendo instalado, dividindo o nosso município e prejudicando a localidade, decidimos que vamos aumentar e, dependendo do caso, até dobrar as vezes desse serviço para aqueles moradores, até que consigamos algo concreto contra esse pedágio que está prejudicando nossa população e principalmente essa comunidade”, declarou o gestor.
Manifestação pacífica
A mobilização de moradores e autoridades foi realizada na praça central da cidade, em ato pacífico contra a instalação da praça de pedágio na rodovia. Inicialmente, o protesto estava previsto para ocorrer na própria BR-376, mas foi transferido para o centro do município após a concessionária CCR PRVias acionar a Justiça e a Polícia Federal, alegando risco de vandalismo — argumento contestado pelo prefeito.
O principal ponto defendido pelo movimento é que a cobrança da tarifa pode isolar bairros como a Serra do Cadeado e dificultar o deslocamento diário da população, afetando o acesso a serviços essenciais. Lideranças políticas e comunitárias pedem uma solução que não penalize os moradores, especialmente os mais vulneráveis.
Uma comitiva deve seguir para Curitiba na próxima semana, onde pretende entregar um abaixo-assinado a deputados estaduais e buscar mediação junto ao Governo do Estado e à Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT).


