O governo federal vai elevar a projeção do salário mínimo de 2027 para R$ 1.741. O novo montante, que representa um acréscimo de R$ 24 em relação à estimativa inicial de abril, fará parte do Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA). O texto será entregue ao Congresso Nacional até o dia 31 de agosto.
Se confirmado para entrar em vigor no dia 1º de janeiro de 2027, o valor trará um aumento de 7,4% sobre o piso atual, fixado em R$ 1.621.
A correção segue a política oficial de valorização. O cálculo soma a inflação acumulada em 12 meses até novembro do ano anterior com o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de dois anos antes (neste caso, 2025).
Essa revisão ocorreu devido a uma perspectiva de alta inflacionária. A Secretaria de Política Econômica (SPE) projeta a inflação em 4,93%, impulsionada pelos possíveis impactos do fenômeno El Niño no preço dos alimentos. Além disso, a atividade econômica registrou crescimento de 2,3% no último ano, segundo o IBGE.
Impacto bilionário no Orçamento
O piso nacional serve de base para benefícios importantes, como as aposentadorias do INSS e o Benefício de Prestação Continuada (BPC). O governo estima que cada R$ 1 de aumento no salário mínimo gere uma despesa adicional de R$ 413,2 milhões. Com a nova revisão, o Orçamento de 2027 sofrerá uma pressão extra de R$ 9,9 bilhões em despesas obrigatórias.
Para garantir a saúde das contas públicas e evitar que o crescimento dos gastos trave investimentos, o ganho real do salário mínimo foi limitado pelas regras do arcabouço fiscal. Assim, o aumento projetado para 2027 respeita o teto estabelecido, que permite uma expansão máxima de 2,5% acima da inflação ao ano.






