A Polícia Rodoviária Federal (PRF) encerrou, na segunda-feira (7), a Operação Dia da Independência 2026 nas rodovias federais do Paraná. Durante quatro dias de fiscalização intensificada, as estradas paranaenses registraram um balanço de 95 acidentes, deixando 98 pessoas feridas e três vítimas fatais.
O episódio mais crítico ocorreu no último sábado (5), na BR-369, em Ibiporã. Um tombamento de veículo resultou na morte de um bebê de sete meses. Os pais da criança, que são paraguaios, sobreviveram ao acidente, mas ficaram feridos e precisaram ser encaminhados à Santa Casa de Londrina. As outras duas mortes da operação foram registradas em municípios de Terra Roxa e Araruna.
O volume de abordagens foi expressivo durante o período de feriado prolongado. Ao todo, 8.634 pessoas e 8.290 veículos passaram pela fiscalização dos agentes, que realizaram 3.173 testes de alcoolemia para garantir a segurança no trânsito.
O excesso de velocidade liderou o ranking de imprudências, com 3.092 flagrantes captados por radares. Além disso, foram registradas 351 autuações por ultrapassagens proibidas em faixa contínua e 143 notificações relacionadas à ausência do cinto de segurança.
A fiscalização também flagrou condutas de risco envolvendo passageiros e tecnologia. Foram autuados 29 motoristas pelo transporte irregular de crianças, enquanto outros 26 foram flagrados manuseando o celular enquanto dirigiam. Também houve 68 autuações por desrespeito à Lei do Descanso.
No combate à embriaguez ao volante, a PRF contabilizou 45 infrações. O rigor da lei resultou na prisão em flagrante de quatro motoristas, com um caso registrado em cada dia da operação.
Além do monitoramento de trânsito, a corporação atuou no combate à criminalidade. Durante o feriado, foram apreendidas 3,7 toneladas de maconha e 23 pessoas acabaram presas por diversos delitos nas rodovias.
Para reforçar a segurança viária, foram executadas 65 ações educativas. Através de palestras e atividades como o Cinema Rodoviário, a PRF alcançou 1.033 pessoas e 550 veículos em pontos críticos. Segundo a corporação, o trânsito nas rodovias federais do Paraná foi considerado menos violento em comparação a outros períodos.




