A Polícia Civil deflagrou nesta terça-feira (6) uma operação para apurar supostas irregularidades no abastecimento da frota pública de Rio Branco do Ivaí. Mandados de busca e apreensão também foram cumpridos na cidade de Grandes Rios, detalhe que acabou gerando um mal-entendido inicial na imprensa estadual.
Ao todo, sete ordens judiciais resultaram no recolhimento de documentos e celulares, que agora passarão por perícia. O inquérito investiga suspeitas de peculato-desvio, falsidade ideológica e associação criminosa. Foi identificado o registro de abastecimentos para veículos que, na data dos fatos, estavam em outras cidades ou parados para manutenção.
A investigação aponta ainda assinaturas falsificadas e intervalos de tempo incompatíveis para o abastecimento de máquinas pesadas. O delegado responsável pelo caso, Bruno Delfino Sentone, pontuou que o curto espaço de tempo entre os lançamentos no sistema torna fisicamente impossível a realização de tais procedimentos.
A administração de Rio Branco do Ivaí defende que as denúncias têm caráter político e sustenta que as apurações finais vão provar a inexistência das irregularidades.
Retratação sobre Grandes Rios
Ao longo da semana, informações veiculadas de forma equivocada chegaram a incluir a prefeitura de Grandes Rios como parte do esquema. O erro foi oficialmente corrigido na manhã desta sexta-feira (9) pela RPC. Em seu telejornal, a emissora fez uma retratação ao vivo, pedindo desculpas e esclarecendo de forma categórica que a investigação abrange exclusivamente a Prefeitura de Rio Branco do Ivaí.
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Em Grandes Rios, a polícia cumpriu mandados apenas em endereços ligados às empresas investigadas, deixando claro que não existe qualquer apuração ou suspeita contra a administração municipal daquela cidade.




