Lideranças e moradores de Mauá da Serra realizaram uma manifestação nesta quarta-feira (18) contra a instalação de uma praça de pedágio na BR-376. O ato, inicialmente planejado para as margens da rodovia, foi transferido para a praça central após a concessionária CCR PRVias acionar a Justiça Federal. A empresa alegou risco de depredação e bloqueio da pista, obtendo uma liminar que previa multa horária de R$ 5 mil ao prefeito Givanildo Lopes (União).
O gestor municipal, conhecido como Giva, refutou as acusações de vandalismo e criticou a pressão judicial. “Foi feita uma denúncia anônima de que iríamos depredar, coisa que nunca falei. O pedágio corta a cidade e a população não pode pagar para ir ao mercado ou posto de saúde”, declarou. O foco do protesto foi a coleta de assinaturas, destacando que a estrutura isola bairros como a Serra do Cadeado.
O presidente da Câmara, Luciano Roberto Pinto (PP), reforçou o impacto negativo no desenvolvimento local e no acesso a serviços básicos. “Da forma que a CCR quer, inviabiliza o município”, afirmou. Uma comitiva deve ir a Curitiba na próxima semana apresentar o abaixo-assinado a deputados estaduais e à Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), buscando isenção para veículos locais sem comprometer o orçamento municipal.

