O Ministério Público ajuizou uma ação civil pública contra a Companhia Paranaense de Energia (Copel) devido às constantes interrupções e oscilações no fornecimento de energia elétrica em Campo Mourão. A medida foi divulgada nesta terça-feira (3).
Os registros de apagões prolongados saltaram de 10 ocorrências em 2024 para 12 em 2025. Somente até 12 de outubro de 2026, o órgão contabilizou 52 episódios, além de 256 reclamações recebidas pela concessionária entre 15 de agosto e 16 de setembro deste ano.
As falhas na rede elétrica atingiram serviços essenciais. No dia 31 de agosto, uma interrupção paralisou a captação de água da Sanepar, afetando o abastecimento local. O problema resultou na suspensão das aulas em 12 escolas municipais e nove Centros Municipais de Educação Infantil no período da tarde do dia seguinte.
A promotoria solicita à Justiça a manutenção de uma equipe operacional exclusiva para o município no prazo de 30 dias, sob pena de multa diária de R$ 20 mil. O pedido também exige a apresentação de um plano de investimentos em até 60 dias.
O órgão ainda requer que os chamados de falta de energia sejam atendidos em até uma hora e cobra o pagamento de R$ 2 milhões por danos morais coletivos. A ação busca assegurar o ressarcimento individual de moradores por equipamentos danificados e alimentos estragados.




