O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu o sistema de pagamentos instantâneos Pix nesta quinta-feira (2), durante um evento em Salvador (BA). A declaração foi uma resposta direta às críticas apontadas em um relatório do Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos.
“O Pix é do Brasil e ninguém vai fazer a gente mudar o Pix, pelo serviço que ele está prestando à sociedade brasileira”, declarou o presidente. Segundo o Relatório de Estimativa do Comércio Nacional de 2026, empresas norte-americanas temem que o Banco Central do Brasil conceda tratamento preferencial à plataforma nacional, desfavorecendo fornecedores de serviços de pagamento eletrônico dos Estados Unidos.
No ano passado, o governo liderado por Donald Trump abriu uma investigação interna sobre o tema, classificando a situação como uma prática comercial supostamente desleal. A medida estaria ligada a um possível favorecimento do Pix em relação ao WhatsApp Pay, aplicativo da Meta. Em resposta, o Ministério das Relações Exteriores destacou que a administração pelo BC garante a neutralidade do sistema e visa a segurança financeira, sem qualquer discriminação a empresas estrangeiras.
Obras e mudança ministerial
A defesa do sistema ocorreu durante a entrega de projetos do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) na área de mobilidade urbana. O governo federal autorizou investimentos de R$ 1,1 bilhão no projeto do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) na capital baiana.
O evento também marcou o último ato oficial de Rui Costa como ministro-chefe da Casa Civil. Ele deixa o cargo nesta quinta-feira para se desincompatibilizar da função e disputar uma vaga no Senado nas próximas eleições. A pasta passará a ser comandada pela secretária-executiva Miriam Belchior.


