O Governo do Estado recorrerá da decisão liminar que paralisou o processo da Defesa Civil para a compra de até 26 robôs de combate a grandes incêndios. A defesa tem respaldo em um despacho do Tribunal de Contas, emitido em março, que já havia negado um pedido semelhante de uma empresa cujos equipamentos não atendiam às exigências técnicas.
O processo licitatório funciona como ata de registro de preço e integra o Plano de Auxílio Mútuo (PAM), com foco no controle de fogo em áreas industriais, portos e aeroportos. Uma empresa alemã venceu a concorrência por apresentar o melhor produto do mercado.
A aquisição é pioneira no Brasil. O equipamento, já utilizado em países de primeiro mundo, atua acoplado a uma mangueira e gera um forte fluxo de água para controlar as chamas rapidamente, o que ajuda a preservar a vida dos bombeiros militares em cenários de risco extremo.
A suspensão da licitação, determinada pela 2ª Vara da Fazenda Pública de Curitiba, comprometeu o cronograma original. Em resposta, a Procuradoria-Geral do Estado (PGE) apresentará um agravo no Tribunal de Justiça, reunindo toda a documentação que fundamenta o certame.
A necessidade dos robôs é agravada pelo recente relatório do Monitor de Secas da Agência Nacional de Águas. O levantamento aponta estiagem generalizada, o que eleva significativamente o risco de ocorrências com a aproximação do inverno.

