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Endividamento das famílias bate recorde em janeiro, mas inadimplência cai

Foto: Marcello Casal jr/Agência Brasil

O percentual de famílias brasileiras com dívidas, como cartão de crédito e financiamentos, subiu para 79,5% em janeiro de 2026. O índice iguala o recorde histórico de outubro passado e supera os 78,9% registrados em dezembro. Os dados são da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), divulgada nesta terça-feira (6) pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).

Apesar do aumento no volume de endividados, a inadimplência — quando as famílias não conseguem pagar as contas no prazo — caiu pelo terceiro mês consecutivo, fechando janeiro em 29,3%. A pesquisa aponta que o endividamento é mais frequente entre famílias com renda de até três salários mínimos (82,5%). Para quem ganha acima de dez salários, o indicador recua para 68,3%.

Cartão de crédito lidera dívidas

O cartão de crédito continua sendo a principal modalidade de dívida, citado por 85,4% dos entrevistados, seguido por carnês (15,9%) e crédito pessoal (12,2%). Em média, as famílias comprometem 29,7% do orçamento mensal com dívidas, e o tempo médio para quitação é de 7,2 meses. Uma em cada cinco famílias (19,5%) afirma ter mais da metade dos rendimentos comprometidos.

Juros e Projeções

A CNC destaca que os juros altos, com a taxa Selic a 15% ao ano, dificultam a amortização das dívidas. A taxa básica é mantida nesse patamar pelo Comitê de Política Monetária (Copom) como ferramenta de combate à inflação.

A projeção da entidade é que o endividamento continue subindo no primeiro semestre, chegando a 80,4% em junho, enquanto a inadimplência deve cair para 28,9%. A expectativa de economistas é que a taxa Selic comece a cair a partir de março, aliviando o custo do crédito e o orçamento familiar no decorrer do ano.

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