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Deputado propõe tarifa simbólica às comunidades afetadas por pedágios

Foto: Leonardo Sguarezi/AEN
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O deputado estadual Luiz Claudio Romanelli (PSD) propôs nesta terça-feira, 16, a criação de uma tarifa simbólica para moradores de comunidades que foram separadas de centros urbanos pelas praças de pedágio. Segundo ele, esta solução pode ser construída sem ferir questões jurídicas e obrigações dos contratos de concessão das rodovias. “Um valor simbólico pode resolver a vida dos moradores. É uma solução que podemos construir através do diálogo”, defendeu Romanelli na Assembleia Legislativa do Paraná (Alep).

“O fato é que precisamos resolver pela via da negociação. Judicializar a questão da cobrança de pedágio dos moradores de comunidades distantes dos centros urbanos não resolve o problema. Pode, inclusive, gerar mais problemas”, considerou Romanelli na audiência pública que debateu o direito à mobilidade e isenção da tarifa para os moradores de localidades da Lapa.

O deputado alertou que o contrato de concessão não permite que as empresas requeiram o reequilíbrio financeiro com base na isenção tarifária. “Não há esta possibilidade jurídica. Em relação à proposta que faço, pode ser aprofundada dentro das cláusulas contratuais”, defendeu Romanelli. “A experiência de 24 anos de luta contra as antigas concessionárias demonstra que o caminho não é jurídico, porque vamos perder sempre. É negociada”.

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Neste sentido, o deputado entende que os municípios deveriam atualizar o cadastro dos moradores impactados, demonstrar quais são os números reais para que seja possível avançar nas negociações com as empresas. “É necessário fazer um filtro bem apurado para demonstrar que o problema pode não ser tão grande quanto parece à princípio”, ressaltou. “A gente tem que dimensionar o tamanho do problema para dar uma solução”.

Alerta

Romanelli também lembrou que a questão da cobrança de pedágios de moradores de comunidades afastadas foi amplamente discutida com autoridades estaduais e federais responsáveis pela modelagem da concessão. “Não foi por falta de alerta. Esse tema foi exaustivamente debatido. Fizemos emenda no projeto de lei que delegou as rodovias estaduais. Mas o fato é que lavaram as mãos e colocaram o assunto sob responsabilidade da concessionária”, relatou.

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Segundo Romanelli, apenas nos dois primeiros lotes de concessão há milhares de pessoas impactadas. Ele citou que além do caso dos moradores de Mariental, que é um distrito da Lapa, há problemas em Marques dos Reis, que pertence a Jacarezinho, São Luiz do Purunã, em Balsa Nova, e em diversas localidades de São José dos Pinhais. “Agora, nos cabe negociar uma eventual conciliação com a concessionária”, sustentou o deputado.

Além da proposição de uma tarifa simbólica, apresentada por Romanelli, outras duas questões foram colocadas em relação à situação dos moradores de Mariental e outras localidades. Uma delas trata da mudança geográfica da praça de cobrança e outra é que a prefeitura utilize o ISS (Imposto Sobre Serviços) gerado pela própria concessão para subsidiar as tarifas das comunidades afetadas.

A audiência pública proposta pelos deputados Arilson Chiorato (PT) e Goura (PDT) contou com a participação de diversos parlamentares. Houve uma massiva presença de moradores da Lapa e também do presidente da concessionária Via Araucária, Sergio Santillan.