O aumento do custo de vida e dos preços de aluguéis e imóveis em Portugal provocou uma série de manifestações. Os protestos começaram com a ocupação de uma praça no Porto e, dias depois, na Praça do Rossio, em Lisboa, onde manifestantes montaram tendas para cobrar soluções para o direito à habitação.
As acampadas enfrentaram reações e ações policiais para a retirada das estruturas. Apesar da intervenção, as tendas foram remontadas e o Tribunal Administrativo de Lisboa autorizou a permanência da ocupação na Praça do Rossio até o dia 24 de novembro. Comerciantes locais manifestaram preocupação com os impactos na região.
Dados apontam que o custo da habitação em Portugal subiu 41,5% entre 2020 e 2025, o maior aumento na União Europeia. Relatórios indicam que o aluguel médio em Lisboa consome 116% do salário médio local, tornando a moradia solitária inacessível para grande parte da população e imigrantes.
Os manifestantes exigem restrições à especulação imobiliária, o fim de projetos de lei que facilitam despejos, aumento da oferta de habitação pública e controle da inflação. O governo português anunciou um plano de investimento de 10 bilhões de euros para a construção e dinamização de residências populares.
Fonte: Agência Brasil




