Pela primeira vez desde 1990, na Itália, a Copa do Mundo terá semifinais disputadas exclusivamente por seleções que já ergueram a taça. Somando os títulos de Argentina (três), França (dois), Espanha (um) e Inglaterra (um), as quatro equipes concentram sete conquistas, o que representa cerca de um terço de todas as vitórias nas 22 edições do torneio.
Os confrontos que definirão os grandes finalistas da competição acontecem nesta semana nos Estados Unidos. A bola rola sempre às 16h (horário de Brasília):
- Terça-feira (14): França x Espanha, em Dallas.
- Quarta-feira (15): Argentina x Inglaterra, em Atlanta.
Desgaste físico em campo
As seleções que entram em campo na terça-feira foram as que tiveram o caminho menos tortuoso na fase eliminatória. França e Espanha chegaram às semifinais sem disputar prorrogação ou pênaltis. Os franceses somaram 282 minutos de bola rolando contra Suécia, Paraguai e Marrocos. Já os espanhóis acumularam 285 minutos para superar Áustria, Portugal e Bélgica.
A Inglaterra, por sua vez, precisou ir à prorrogação para desclassificar a Noruega nas oitavas, acumulando 327 minutos em campo na fase de mata-mata. Contudo, o trajeto mais longo e desgastante foi o da Argentina: a equipe sul-americana precisou de 364 minutos para eliminar Cabo Verde, Egito e Suíça, disputando tempo extra em duas das três partidas.
Domínio no ranking da Fifa
Curiosamente, a Argentina foi quem pegou os adversários teoricamente mais fáceis da fase eliminatória com base no ranking da Fifa, enquanto a Espanha enfrentou os rivais mais bem posicionados.
A edição de 2026 também consolida um feito inédito: é a primeira vez desde a criação do ranking da Fifa, em 1992, que os quatro semifinalistas ocupam exatamente as quatro primeiras posições da lista global. Com as atualizações ao longo do Mundial, a França assumiu a liderança, jogando a Argentina para o segundo lugar. A Espanha aparece em terceiro, seguida de perto pela Inglaterra, que se manteve na quarta colocação.


