Na tarde desta terça-feira (29), o quadro Momento Pet da Nova Era FM recebeu nos estúdios o veterinário Carlos Eduardo, o Cadu, da Clínica Pet + Saúde, de Jardim Alegre. Com sua linguagem simples e direta, ele abordou dois temas importantes: o uso de exames laboratoriais para diagnóstico de mastite em vacas leiteiras e os cuidados com animais exóticos criados como pets.
Diagnóstico correto pode salvar vacas
Cadu chamou atenção para a importância de exames como a cultura e o antibiograma no tratamento da mastite — inflamação comum nas vacas leiteiras. Segundo ele, muitos produtores ainda tratam a doença de forma empírica, comprando medicamentos sem antes identificar a causa.
“Você manda uma amostra de 5 ml de leite para o laboratório, e eles indicam qual é a bactéria e qual antibiótico mata ela. É rápido, barato e eficaz. Assim, evita-se gastar com remédios errados e perder a teta da vaca, o que é irreversível”, destacou.
Pets exóticos: um universo à parte
O veterinário também falou sobre o crescente número de tutores que têm adotado animais exóticos como pets, como coelhos, calopsitas, ringnecks, mini galinhas e até corujas e tartarugas.
Cadu explicou que muitos desses animais exigem cuidados específicos com alimentação, higiene e abrigo — especialmente no frio. “Não se deve dar banho em coelhos e porquinhos da Índia. O estresse pode ser fatal. Eles não são animais que toleram esse tipo de manuseio”, alertou.
Ele também comentou sobre as mini galinhas, chamadas popularmente de garnizé, que estão na moda e podem chegar a custar até R$ 3.500. Segundo o veterinário, a verminose é comum nas aves e deve ser tratada com vermífugos de uso geral. “Se a pena começa a cair ou quebrar, é sinal de problema intestinal.”
Outro ponto importante foi a nutrição inadequada, que pode causar crescimento excessivo do bico em aves ou dos dentes em coelhos. “Já atendi coelho com dente tão grande que saía da boca. Em cativeiro, a alimentação errada impede o desgaste natural.”
Casos curiosos
Questionado sobre os animais mais exóticos que já atendeu, Cadu lembrou de uma coruja com a perna quebrada e uma tartaruga atropelada, que recebeu até uma espécie de mini skate para se locomover durante a recuperação.
Roupinhas e osso de galinha? Só com orientação
Em relação aos cães e gatos, o veterinário reforçou que roupas no frio são recomendadas apenas para raças sensíveis, como o pinscher. Já gatos geralmente não aceitam roupas e ficam estressados. O mesmo cuidado vale para o uso de ossos como alimento: “Dependendo do tipo, como os de galinha, eles podem perfurar o intestino. Melhor evitar.”
Cadu ainda chamou atenção para sintomas de doenças bucais: “Se seu cachorro está espirrando há dias, pode ser problema nos dentes. A limpeza dental em cães é feita com ultrassom, como nos humanos.”
Serviço
O veterinário Carlos Eduardo atende na Clínica Pet + Saúde, localizada na Av. Matos Leão, 543, ao lado da Cresol, em Jardim Alegre. O telefone para contato é (43) 99603-1600. Ele também tem parceria com o laboratório veterinário de Ivaiporã, que realiza exames clínicos e laboratoriais em animais de pequeno e grande porte.
“Quem cuida bem do seu pet ou do seu animal de produção, cuida do próprio sustento e da saúde de quem ama”, finalizou o veterinário.