O governo do Chile enfrenta uma crise econômica após sete meses de mandato do presidente José Antonio Kast, marcada por retração do Produto Interno Bruto (PIB) e desemprego em alta. No terceiro trimestre de 2026, o desemprego subiu 1 ponto percentual em 12 meses e alcançou 9,6%. O PIB registrou queda de 0,3%, após retração de 0,2% no trimestre anterior.
A agenda de austeridade adotada pela administração federal prevê corte de despesas do Estado e redução de impostos para empresas. A política fiscal restritiva gerou cortes expressivos em pastas sociais, como saúde, habitação e educação, além de impactar o orçamento de programas voltados à população mais pobre.
A crise também é impulsionada pela queda na produção de cobre, principal setor de exportação do país, que apresentou baixa de 8% de janeiro a agosto em comparação ao mesmo período de 2025. Problemas de extração, eventos climáticos e greves operárias afetaram o escoamento da produção.
Diante da desaceleração, o Fundo Monetário Internacional (FMI) reduziu a previsão de crescimento do PIB chileno para 2026 de 1,8% para 0,6%. O governo lançou em setembro um programa de investimentos públicos para tentar reativar a economia e criar postos de trabalho por meio de obras de infraestrutura.
Fonte: Agência Brasil




