Mensagens Personalizadas

Prefeito Giva critica relatório de CPI na Câmara de Mauá da Serra e classifica ação como “politicagem”

Tempo de leitura: 2 minutos

O relatório final de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Câmara de Vereadores apontou irregularidades em serviços de guincho contratados pela Prefeitura de Mauá da Serra. A investigação analisou pagamentos feitos à empresa CD – Guincho e Sucatas Ltda., incluindo o transporte de um veículo da frota municipal.

O documento foi assinado no domingo (19 de outubro) pelos vereadores que compõem a comissão. O foco principal da apuração foi o pagamento de R$ 900 pelo transporte de um Citroën C3 até uma concessionária.

Segundo a CPI, o automóvel deu entrada na oficina em 6 de junho de 2025 e ficou no local até 19 de agosto. No entanto, a nota fiscal utilizada para o pagamento registrava o serviço em 10 de julho, data em que o carro já estava na concessionária.

LEIA TAMBÉM:  Ministério Público cobra TSE por ampla divulgação de novos locais de voto

A comissão apontou ausência de comprovante de entrega do veículo por guincho e destacou um registro da oficina indicando que o automóvel não chegou rebocado. Os vereadores também avaliaram que a secretária de Saúde cometeu falha ao atestar o serviço, já que ela mantém relacionamento afetivo com o proprietário da empresa.

O relatório reconhece que os valores permitiam dispensa de licitação, mas criticou a falta de um procedimento documentado com justificativa de preço e escolha da empresa. A investigação não apontou sobrepreço nem comprovou união estável entre a secretária e o empresário.

Em entrevista à Nova Era FM, o prefeito Giva Lopes contestou as conclusões da comissão e classificou a investigação como politicagem. Ele afirmou que os gastos totais com guincho em 2025 somaram cerca de R$ 10 mil e ficaram dentro do limite legal para a modalidade.

LEIA TAMBÉM:  Tentativa de abordagem a criança mobiliza moradores em Califórnia

O chefe do Executivo garantiu possuir fotos, vídeos, conversas e testemunhas que comprovam a realização do transporte do veículo. Segundo sua versão, o carro apresentava falhas mecânicas e precisou do reboque para o trajeto até a concessionária.

O prefeito ainda criticou o fato de um funcionário municipal envolvido nos contatos não ter sido ouvido pela comissão. Ele pediu que o caso seja enviado ao Ministério Público para a devida apuração e negou qualquer desvio de recursos públicos.