O Seminário de Iniciação Científica da Fatec Ivaiporã, realizado nos dias 1º e 2 de outubro, reuniu 40 pesquisas de acadêmicos de 11 cursos, com estudos voltados a questões de Ivaiporã e do Vale do Ivaí. As apresentações contemplaram Medicina, Fisioterapia, Psicologia, Biomedicina, Enfermagem, Arquitetura, Direito, Pedagogia, Agronegócio, Agronomia e Medicina Veterinária.
Na quinta-feira, dia 1º de outubro, por exemplo, foi apresentado o atendimento de pessoas autistas nas Unidades Básicas de Saúde pelo acadêmico de Enfermagem, Diego Manoel Vilela. Orientado pelo professor Paulo Roberto Nunes de Góes, o trabalho trata dos desafios do serviço e do desenvolvimento de estratégias de acolhimento.
Variedade de temas
A qualidade do leite pasteurizado comercializado em Ivaiporã foi o tema da pesquisa de Grazieli Aparecida Ferreira da Silva e Maria Luiza Caiero (Biomedicina), sob orientação da professora Polyana de Souza Costa. O estudo visa analisar a presença de microrganismos e comparar os dados com os padrões de controle de qualidade.
Na Medicina Veterinária, Kelli Cristina Fuck Pereira apresentou um estudo sobre o perfil vacinal de cães e gatos atendidos em clínicas do Vale do Ivaí e a relação com a prevenção de doenças. A orientação é do professor Lucas Spadrizani.
“A participação na pesquisa exige que o acadêmico formule uma pergunta, consulte a literatura científica, escolha um método e analise as informações com critério”, explicou o coordenador do Programa de Iniciação Científica, João Felipe Marques acrescentado que o processo ajuda o acadêmico a desenvolver autonomia e capacidade de avaliar as informações que utilizará na profissão.
Serviços
Os trabalhos de Medicina incluíram questões dos serviços municipais, como as faltas às consultas agendadas na Atenção Primária, fatores associados ao esgotamento emocional de médicos da UPA e a percepção de mulheres sobre consultas obstétricas em Ivaiporã. A programação também aborda endometriose na 22ª Regional de Saúde e os efeitos do uso excessivo das redes sociais em estudantes de Medicina.
João Felipe Marques disse que há estudos que partem de questões dos serviços de saúde, escolas e da produção agrícola da região. “Os estudos podem ajudar a compreender as demandas e fornecer informações para discutir possíveis respostas. É preciso avaliar cada pesquisa e os resultados obtidos antes de afirmar que uma proposta pode ser aplicada ou resolver determinado problema”, diferenciou.
Na sexta-feira, dia 2 de outubro, a programação de Medicina incluiu apresentações sobre mapeamento do território e classificação do risco familiar na UBS de Jacutinga; uso de cigarros eletrônicos e exposição precoce de crianças a antibióticos; estudos de Agronomia sobre controle de doenças na soja, germinação e vigor do milho, monitoramento de insetos e efeitos residuais de herbicida na cultura da soja.




