O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quinta-feira (1º) que acompanha “muito de perto” o processo eleitoral brasileiro, que terá o primeiro turno realizado em três dias. A declaração foi feita na Casa Branca, mas o líder norte-americano evitou manifestar preferência por qualquer um dos concorrentes ao pleito.
A fala ocorre em um cenário de cautela sobre possíveis interferências estrangeiras. Relatório recente da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) classificou como crítica a possibilidade de influência dos EUA nas eleições, citando o interesse de Washington em reafirmar sua hegemonia na América Latina e afastar a presença chinesa em ativos estratégicos.
O clima de tensão diplomática é reforçado por episódios recentes, como a negativa do governo brasileiro em conceder vistos a funcionários do Departamento de Estado norte-americano em julho. Os agentes pretendiam discutir questões sobre liberdade de expressão e o sistema eleitoral com autoridades locais.
Especialistas alertam que o monitoramento dos EUA ocorre em um momento de preocupação com a segurança cibernética e a atuação de plataformas digitais no Brasil. Até o momento, o governo norte-americano mantém uma postura de observação sem intervenções diretas na disputa.
Fonte: Agência Brasil




