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Câmara de Apucarana tem 67% do orçamento comprometido

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A Câmara Municipal de Apucarana chegou ao início de setembro com aproximadamente 67% do orçamento atualizado de 2026 já comprometido por meio de empenhos. Um levantamento sobre a execução financeira do Legislativo em Apucarana também aponta a existência de cerca de R$ 1,17 milhão em despesas empenhadas e ainda não pagas, enquanto questionamentos são feitos sobre o saldo disponível em caixa para cobrir esses compromissos.

O orçamento atualizado da Câmara para 2026 é de R$ 24.358.602,77. Conforme os números apresentados no levantamento, R$ 16.363.333,17 já foram empenhados, o equivalente a aproximadamente 67,2% do total previsto para o exercício. Do montante empenhado, R$ 15.192.347,59 aparecem como efetivamente pagos. A diferença entre empenhado e pago é de R$ 1.170.985,58, correspondente a compromissos assumidos que ainda aguardavam quitação na data considerada pelo levantamento.

Outro dado destacado é que os repasses feitos pela Prefeitura de Apucarana à Câmara estariam em dia. Até o encerramento de agosto, o Legislativo teria recebido R$ 16.239.068,48, correspondentes a oito parcelas mensais do duodécimo e a cerca de 66,7% do orçamento anual. Desta forma, ainda restariam R$ 8.119.534,29 em repasses previstos até o encerramento do exercício, que deverão ser transferidos mensalmente nos próximos quatro meses.

A comparação dos números mostra que o total já empenhado, de R$ 16,36 milhões, supera em aproximadamente R$ 124 mil o montante recebido até o momento. Isso, isoladamente, não significa inadimplência, já que a Câmara ainda receberá os duodécimos dos meses restantes, mas chama atenção para o ritmo de comprometimento do orçamento.

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Também há questionamentos sobre aproximadamente R$ 1 milhão que, em uma conta simplificada entre os R$ 16,23 milhões recebidos e os R$ 15,19 milhões pagos, poderia aparecer como diferença. Para determinar a efetiva disponibilidade financeira, entretanto, é necessário considerar outros fatores contábeis e financeiros, incluindo eventuais valores vinculados, retenções, movimentações e obrigações existentes.

Além dos números gerais, críticos da atual administração do Legislativo têm levantado questionamentos sobre determinadas despesas da Câmara, entre elas pagamentos de diárias a vereadores e servidores, locações de imóveis e estacionamentos, contratos relacionados a painel eletrônico e gastos com publicidade e propaganda.

Entre os itens citados está a locação de um painel eletrônico utilizado nas atividades legislativas em Apucarana. Segundo os questionamentos apresentados, o custo mensal seria superior a R$ 20 mil. A Câmara possui 11 vereadores. Os valores e as condições do contrato devem ser analisados a partir dos documentos oficiais correspondentes.

As críticas também alcançam a gestão do presidente da Câmara, vereador Danylo Acioli. Adversários e críticos da administração afirmam que o atual ritmo de despesas merece atenção e cobram explicações sobre a disponibilidade financeira da Casa. Essas avaliações representam posicionamentos dos críticos e não significam, por si só, a existência de irregularidade ou de desequilíbrio financeiro.

Os números disponíveis permitem verificar quanto foi orçado, empenhado e pago, mas não são suficientes, isoladamente, para afirmar que a Câmara esteja sem condições de cumprir suas obrigações até o final do ano. Para uma conclusão desse tipo, é necessário conhecer o saldo financeiro atualizado, as obrigações existentes, os contratos em execução e a programação dos quatro duodécimos que ainda serão recebidos.

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A reportagem busca esclarecimentos junto à Presidência da Câmara Municipal de Apucarana e à área administrativa e financeira do Legislativo sobre o saldo atualmente disponível, os empenhos ainda não pagos e as despesas questionadas. O espaço permanece aberto para manifestação e a versão da Câmara será acrescentada assim que houver resposta.

Os valores apresentados referem-se à execução orçamentária de 2026 e podem sofrer alterações conforme novos pagamentos, empenhos, cancelamentos e repasses sejam registrados.

RESPOSTA DA CÂMARA – Após a reportagem buscar esclarecimentos, a Assessoria de Comunicação da Câmara Municipal de Apucarana encaminhou uma manifestação do presidente do Legislativo, vereador Danylo Acioli, que contestou a interpretação apresentada no levantamento.

Segundo Acioli, “não procede” a informação de falta de recursos, destacando que a Câmara não pode gastar, na soma dos 12 meses, mais do que o duodécimo recebido.

O presidente explicou ainda que os números citados não considerariam que parte do décimo terceiro salário já foi paga e que alguns pagamentos realizados neste ano são referentes a restos a pagar de 2025, quitados, segundo ele, com recursos do exercício anterior.

Danylo Acioli também afirmou que suas contas já foram analisadas pelo setor técnico do Tribunal de Contas e pelo Ministério Público de Contas e que ambos teriam se manifestado pela aprovação sem ressalvas.

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