A 22ª Regional de Saúde de Ivaiporã enfrenta uma grave crise na assistência médica. Desde a última segunda-feira (17), o Instituto de Saúde Bom Jesus, hospital de referência para 16 municípios da região, ficou sem a equipe para os plantões obstétricos de alto risco, deixando diversas pacientes desassistidas.
O problema gerou uma rápida intervenção do Ministério Público, que expediu uma recomendação administrativa cobrando soluções imediatas. Documentos apontam que a descontinuidade do serviço é reflexo de dificuldades financeiras enfrentadas pela instituição, que não conseguiu manter o acordo de pagamentos com os obstetras.
Disputa financeira e transição
O impasse ocorre em meio às discussões sobre a futura implantação do serviço obstétrico no Hospital Regional de Ivaiporã. A expectativa de que as remunerações na nova unidade sejam superiores teria levado os profissionais a exigirem reajustes no Bom Jesus. Como a contratualização do serviço é de responsabilidade da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), cabe ao órgão estadual garantir os repasses e a manutenção dos atendimentos.
Exigência de plano de contingência
Para evitar que pacientes em situação delicada fiquem sem suporte, o promotor Leonardo Gomes Ferrari deu um prazo de 72 horas para a Sesa e o hospital adotarem as medidas necessárias para o restabelecimento do serviço. O documento exige que, se o atendimento não for retomado de imediato, seja criado um plano regional de contingência.
A promotoria alerta que o simples envio das pacientes para outros municípios não resolve a questão. É exigida uma regulação eficiente, com vaga garantida e transporte adequado para as gestantes. O descumprimento do prazo pode resultar em uma Ação Civil Pública contra o Estado. Até o momento, os órgãos de saúde não se manifestaram sobre o caso.


