
Longe das quadras, é nas macas da clínica de Fisioterapia da Fatec Ivaiporã que parte importante do desempenho do Ivaiporã Futsal é construída. Desde março, os atletas passaram a ser atendidos na Fatec Ivaiporã – com acompanhamento do coordenador José Henrique Cid de Brito e dos acadêmicos do curso.
A parceria começou devido à necessidade prática do time. Segundo o secretário municipal de Esporte, Yan Santos, a equipe disputa competições em várias categorias e enfrenta uma rotina intensa, com risco elevado de lesões. Yan Santos explicou que muitos atletas trabalham durante o dia, o que dificulta o cuidado individualizado.
“Os efeitos apareceram rapidamente. Houve melhora na mobilidade dos jogadores, especialmente porque a equipe não teve uma pré-temporada completa. Também foi registrada redução nas lesões e, quando ocorrem, o tempo de recuperação passou a ser menor”, observou o secretário. Lesões musculares, problemas em joelhos e tornozelos são os mais recorrentes. “Às vezes, agravados pelas diferenças de piso entre as quadras das cidades onde ocorrem os jogos”, completou Yan Santos.
Com o acompanhamento contínuo, a rotina da equipe mudou. “A recuperação entre uma partida e outra passou a ser mais eficiente, permitindo treinos mais intensos durante a semana, sem a necessidade constante de poupar atletas”, contou Yan Santos.
Com menos atletas lesionados e recuperação mais rápida, o time ganha ritmo ao longo da competição. O Ivaiporã Futsal Sub-20 entra em quadra na quinta-feira, dia 16, e volta a jogar pela 6ª Rodada da Série Bronze do Campeonato Paranaense de Futsal, no sábado, dia 18, quando enfrenta o Imbaú/Aquarius Futsal, às 20h00, no Ginásio Alcebíades Alves de Ivaiporã.
Acompanhamento individualizado
José Brito explicou que o atendimento aos atletas surgiu a partir de uma demanda prática do município. Ou seja, a Secretaria Municipal de Esporte procurou o curso para firmar a parceria, motivada pela rotina intensa de competições e pela necessidade de um acompanhamento mais individualizado – modelo que havia apresentado bons resultados com a equipe masculina de Voleibol no ano anterior.
“No dia a dia, as queixas seguem um padrão. As dores são frequentes, principalmente na região lombar, inguinal, joelhos e tornozelos – áreas mais exigidas no Futsal e sujeitas a sobrecarga constante”, informou o coordenador. Durante os atendimentos, os acadêmicos atuam com diferentes abordagens, como liberação miofascial, exercícios cinesioterapêuticos, recursos de eletrotermofototerapia, além de ajustes posturais e biomecânicos. “As intervenções são conduzidas sob supervisão e voltadas tanto à recuperação quanto à prevenção”, lembrou José Brito.
Segundo José Brito, a proposta é avançar para outras modalidades esportivas e estruturar o atendimento ao público pelo SUS, com a implantação da Clínica Escola em 2027.
Lúcia Lima – jornalista


