O Conselho Comunitário de Segurança (CONSEG) de Apucarana, o Núcleo Regional de Educação (NRE) e a Polícia Penal se reuniram nesta segunda-feira (6) para alinhar os avanços do programa Mãos Amigas no município. A iniciativa emprega Pessoas Privadas de Liberdade (PPL) em serviços de conservação e reparos nas escolas da rede pública estadual.
Durante o encontro, as instituições apresentaram uma van zero quilômetro que será destinada ao transporte exclusivo dos detentos que atuarão nas escolas. A equipe do projeto também recebeu novos equipamentos de trabalho, incluindo roçadeiras, motosserras e ferramentas específicas para manutenção predial. Neste primeiro momento, 18 colégios de Apucarana estão sendo beneficiados.
O chefe do NRE, Vladimir Barbosa da Silva, destacou a importância da articulação interinstitucional para a concretização do projeto na cidade. O coordenador de engenharia do NRE, Roberto Antônio Tassi, reforçou que a chegada dessa força de trabalho permite aos diretores escolares economizar e direcionar os recursos financeiros para outras melhorias urgentes.
O presidente do CONSEG, Vicente Batista Junior, ressaltou o papel do conselho na aproximação entre a Secretaria de Educação e o Departamento de Polícia Penal. “Nosso papel foi mediar e fazer acontecer. Agora seguimos em busca de novos equipamentos para fortalecer ainda mais esse trabalho”, afirmou, acompanhado do vice-presidente Roberto Calabrese.
O gestor da Cadeia Pública de Apucarana, Alexandre Vieira de Camargo, explicou os critérios de segurança e o foco na ressocialização. Os participantes do regime semiaberto passam por avaliações rigorosas das áreas judicial, social e psicológica, e atuam sob monitoramento eletrônico. Além do aprendizado de um ofício, o trabalho garante remição de pena: a cada três dias trabalhados, a condenação é reduzida em um dia.
Criado pelo Governo do Paraná, o programa Mãos Amigas já está presente em diversas regionais. A iniciativa atende atualmente 875 escolas e emprega mais de 360 detentos, gerando uma economia média de 50% nos serviços de reparo para os cofres estaduais.


