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2023 será ano mais quente já registrado, dizem cientistas da UE

Foto: Jonathan Campos/AEN

Cientistas da União Europeia (UE) anunciaram hoje (6) que 2023 está prestes a se tornar o ano mais quente já registrado, com a temperatura média global nos primeiros 11 meses atingindo um recorde de 1,46°C acima da média de 1850-1900.

Este anúncio acontece em meio às intensas negociações climáticas na Conferência do Clima da ONU (COP28) em Dubai, onde os governos discutem a possibilidade histórica de eliminar gradualmente o uso de carvão, petróleo e gás, principais fontes de emissões de CO2.

De acordo com o Serviço de Mudanças Climáticas Copernicus (C3S), a temperatura entre janeiro e novembro deste ano foi 0,13°C mais alta do que a média do mesmo período em 2016, até então o ano mais quente registrado.

O mês de novembro de 2023 foi destacado como o mais quente globalmente, com uma temperatura média do ar na superfície de 14,22°C, 0,85°C acima da média de 1991-2020 para novembro e 0,32°C acima do recorde anterior de novembro, estabelecido em 2020.

A vice-diretora do C3S, Samantha Burgess, observou que já houve seis meses e duas estações que quebraram recordes este ano. Ela enfatizou as extraordinárias temperaturas globais de novembro, incluindo dois dias mais quentes do que 2ºC acima da era pré-industrial, indicando que 2023 será o ano mais quente registrado.

O outono boreal de setembro a novembro também foi destacado como o mais quente já registrado globalmente, com uma temperatura média de 15,30°C, 0,88°C acima da média, conforme relatado pelos cientistas da UE.

Carlo Buontempo, diretor do C3S, alertou que, enquanto as concentrações de gases de efeito estufa continuarem aumentando, os resultados observados este ano persistirão, com aumento contínuo das temperaturas, ondas de calor e secas. Ele ressaltou a importância de atingir o zero líquido o mais rápido possível como uma estratégia eficaz para lidar com os riscos climáticos. Os esforços atuais estão aquém das metas estabelecidas no Acordo de Paris de 2015, que busca manter o aumento da temperatura global abaixo de 2 graus Celsius acima dos níveis pré-industriais, alertando para impactos graves no clima, saúde e agricultura.

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